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Edição de 23 de outubro de 2026

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QUEM EDUCA

Formar para o futuro sem perder a essência da educação

Em entrevista à efe., Rodrigo Reis, diretor do Colégio Pentágono Alphaville, explica que, apesar de todas as mudanças, valores e vínculos continuam sendo pilares que sustentam qualquer inovação

Por Beatriz Bononi

E

efe. - Quais transformações marcaram mais profundamente a prática educativa, e o que continua sendo essencial para o Pentágono? Rodrigo - A educação passou por transformações profundas, especialmente no que diz respeito ao papel do aluno, que deixou de ser apenas receptor de conteúdos para assumir uma posição mais ativa no processo de aprendizagem. Metodologias mais participativas, o uso consciente da tecnologia e a ampliação do olhar para competências socioemocionais são mudanças marcantes. Apesar disso, no Pentágono entendemos que o essencial permanece: a relação humana, a escuta atenta, a intencionalidade pedagógica e a formação integral do aluno. Conteúdo, valores e vínculos continuam sendo pilares que sustentam qualquer inovação. E tudo isso mantendo o reconhecimento do docente como figura fundamental em todo esse processo de desenvolvimento.

efe. - Quais competências vocês consideram indispensáveis para preparar estudantes que enfrentam um mundo globalizado e em constante mudança? Rodrigo - Além do domínio acadêmico, consideramos indispensáveis competências como pensamento crítico, autono-

Foto: Divulgação

m um cenário de rápidas transformações tecnológicas, sociais e culturais, a escola precisa ir além da transmissão de conteúdos para formar cidadãos preparados para um mundo cada vez mais complexo. À frente do Colégio Pentágono em Alphaville, o diretor Rodrigo Reis ressalta que, na instituição, essa missão passa por equilibrar inovação pedagógica, formação humana e excelência acadêmica. “No Pentágono, entendemos que o essencial permanece: a relação humana, a escuta atenta, a intencionalidade pedagógica e a formação integral do aluno”. Confira a entrevista.

Rodrigo Reis atua na área educacional desde 2021 e construiu uma experiência sólida em gestão escolar

“ALPHAVILLE REÚNE FAMÍLIAS ALTAMENTE ENGAJADAS, COM GRANDE EXPECTATIVA EM RELAÇÃO À FORMAÇÃO ACADÊMICA E AO FUTURO DOS FILHOS”

mia, colaboração, criatividade e comunicação eficaz. A capacidade de aprender continuamente, lidar com a diversidade, resolver problemas complexos e agir com responsabilidade ética também é central. Nosso compromisso é formar alunos confiantes, adaptáveis e conscientes do seu papel no mundo.

efe. - Como a dimensão bilíngue contribui para ampliar as perspectivas dos alunos e seu protagonismo na aprendizagem e na vida? Rodrigo - A dimensão bilíngue amplia horizontes culturais, acadêmicos e profissionais. Mais do que aprender um idioma, os alunos desenvolvem fluência para transitar entre culturas, acessar diferentes fontes de conhecimento e se posicionar com segurança em

contextos internacionais. As imersões e certificações fortalecem o protagonismo, pois estimulam autonomia, responsabilidade e visão global desde cedo. efe. - Quais são os principais desafios que a escola enfrenta hoje para manter excelência educacional e sustentabilidade do negócio? Rodrigo - Um dos grandes desafios é equilibrar inovação constante com consistência pedagógica, mantendo a qualidade em um cenário de rápidas transformações. Outro ponto importante é alinhar as expectativas das famílias, o bem-estar das equipes e a sustentabilidade financeira. A excelência educacional exige investimento contínuo em pessoas, processos e infraestrutura, sempre com gestão responsável e visão de longo prazo.

efe. - Como vocês equilibram o uso das ferramentas digitais com a experiência humana e o desenvolvimento integral dos alunos? Rodrigo - Enxergamos a tecnologia como meio, não como fim. Ela potencializa a aprendizagem, amplia possibilidades e personaliza experiências, mas nunca substitui o contato humano. Buscamos um equilíbrio consciente, no qual as ferramentas digitais convivem com livros físicos, projetos colaborativos, experiências presenciais, desenvolvimento socioemocional e momentos de reflexão, garantindo uma formação integral.

efe. - A unidade de Alphaville está inserida em um contexto sociocultural muito particular. Quais aspectos do território — valores familiares, demandas das famílias e perfil dos estudantes — enriquecem ou desafiam o trabalho educativo? Rodrigo - Alphaville reúne famílias altamente engajadas, com grande expectativa em relação à formação acadêmica e ao futuro dos filhos. Isso enriquece o trabalho educativo, pois há parceria, diálogo e valorização da educação. Ao mesmo tempo, desafia a escola a oferecer uma proposta sólida, inovadora e alinhada a um perfil exigente, cuidando também do equilíbrio emocional e do desenvolvimento humano dos alunos.

efe. - Quais tendências devem orientar a educação nos próximos anos, especialmente em polos como Alphaville? Rodrigo - Nos próximos anos, a educação deve avançar em direção a uma aprendizagem cada vez mais personalizada, ao fortalecimento da educação bilíngue e multicultural, ao desenvolvimento de competências socioemocionais e à integração consciente da tecnologia a projetos pedagógicos significativos. Em polos como Alphaville, ganha ainda mais relevância a educação parental, entendida como a construção de uma parceria consistente entre escola e família.