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Edição de 23 de outubro de 2026

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CIDADES INTELIGENTES

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CIDADES INTELIGENTES E QUE APRENDEM

Como tecnologia, dados e inteligência artificial estão transformando a gestão urbana. E por que municípios como Barueri e Santana de Parnaíba aparecem no mapa das cidades inteligentes do Brasil

Por Gabriela Ribeiro

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or muito tempo, o conceito de cidade inteligente esteve associado a uma ideia quase futurista: sensores espalhados pelas ruas, carros autônomos, prédios conectados e serviços públicos totalmente digitais. Na prática, porém, a transformação urbana tem acontecido de forma mais gradual e, muitas vezes, longe das grandes capitais. Hoje, cidades com forte atividade econômica e capacidade de investimento começam a ganhar protagonismo nesse cenário. É o caso de Barueri e Santana de Parnaíba, que vêm aparecendo com frequência em rankings nacionais de cidades inteligentes e conectadas. Mais do que tecnologia visível, o avanço dessas cidades está relacionado à combinação entre planejamento urbano, infraestrutura, gestão baseada em dados e capacidade de investimento público.

Segundo Thomaz Assumpção, CEO da Urban Systems, consultoria responsável por estudos e rankings sobre desenvolvimento urbano no país, o conceito de cidade inteligente evoluiu significativamente nos últimos anos. “A tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta e passou a orientar decisões de gestão urbana.”, afirma. Para ele, o principal avanço está na forma como municípios passaram a utilizar indicadores, plataformas digitais e análise de dados para orientar decisões e melhorar a eficiência dos serviços públicos. Na região de Alphaville — bairro que se estende entre Barueri e Santana de Parnaíba e concentra um dos principais polos empresariais da Grande São Paulo — esse movimento se conecta também à infraestrutura que sustenta o crescimento econômico local. As rodovias Castello Branco e Raposo Tavares, por exemplo, estão passando por um processo de digitalização que inclui

monitoramento automatizado, câmeras inteligentes e novos sistemas de cobrança de pedágio. “Até setembro de 2026, instalaremos câmeras inteligentes capazes de detectar automaticamente incidentes e teremos monitoramento de 100% da malha”, explica Igor Barros, diretor-superintendente da Ecovias Raposo Castello. Mais do que soluções isoladas, essas iniciativas apontam para uma transformação mais ampla: cidades que começam a integrar infraestrutura, tecnologia e gestão pública em busca de maior eficiência, segurança e qualidade de vida.

ONDE BARUERI E SANTANA ENTRAM NESSE MAPA Na edição de 2025 do Ranking Connected Smart Cities, estudo elaborado pela Urban Systems que analisa dezenas de indicadores urbanos como mobilidade, governança, economia, urbanismo, sus-