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Barueri recebeu o Prêmio InovaCidade em 2025
Iniciativas de cidade inteligente na região
Barueri
• cerca de 600 km de rede própria de fibra óptica, conectando órgãos da administração municipal
• Wi-Fi público gratuito em quase 200 pontos da cidade
• sistema de monitoramento urbano com mais de 500 câmeras integradas às forças de segurança
• centros de controle e monitoramento voltados à gestão urbana e segurança pública
• projetos de inovação em defesa social reconhecidos com o Prêmio InovaCidade
Santana de Parnaíba
• mais de 300 km de rede de fibra óptica instalada
• infovia de aproximadamente 180 km conectando prédios públicos e serviços digitais
• Central Municipal de Indicadores, com analistas e cientistas de dados para apoio à gestão
• centro de monitoramento Smart+, integrado à segurança pública e trânsito
• plataforma de inteligência artificial Anna-IA para comunicação com cidadãos e acompanhamento de indicadores
centração de negócios, centros logísticos e condomínios corporativos, o território passou a enfrentar desafios típicos de áreas em rápida expansão: tráfego intenso, pressão por infraestrutura e necessidade de planejamento urbano mais integrado. Ferramentas de monitoramento, análise de mobilidade e planejamento baseado em indicadores têm se tornado fundamentais para lidar com esse crescimento. “O uso estruturado de dados permite que gestores antecipem demandas por serviços e infraestrutura e planejem o desenvolvimento de forma mais equilibrada”, afirma Assumpção. Parte dessa transformação passa também pela infraestrutura rodoviária que conecta esses municípios. Na Castello Branco e na Raposo Tavares, por exemplo, a concessionária responsável pela operação está implantando sistemas inteligentes de monitoramento capazes de identificar automaticamente incidentes na pista. Segundo Igor Barros, diretor-superintendente da Ecovias Raposo Castello, a digitalização da malha viária deve ampliar a capacidade de resposta a incidentes e melhorar a gestão do fluxo de veículos. Além do monitoramento automatizado, os novos contratos também preveem a implantação de pedágios por pórtico e sistemas de pesagem em movimento para caminhões, tecnologias que reduzem gargalos operacionais e ampliam a segurança viária. Mais do que uma modernização da infraestrutura rodoviária, essas iniciativas fazem parte de uma tendência global de integração entre mobilidade, dados e gestão urbana.
TALENTO E TECNOLOGIA O avanço das cidades inteligentes também depende de um fator menos visível, mas igualmente estratégico: a formação de profissionais capazes de desenvolver e operar essas tecnologias. Para Viviane Minati Panzeri, diretora da Fatec Barueri, o mercado já começa a exigir uma combinação entre conhecimento técnico e visão multidisciplinar. “A transformação digital das cidades exige profissionais preparados para trabalhar com tecnologia, dados e inovação”, afirma. Nesse cenário, áreas como análise de dados, inteligência artificial, internet das coisas e integração de sistemas passam a ganhar relevância na formação de novos profissionais. Mais do que desenvolver soluções tecnológicas, o desafio é aplicá-las de forma estratégica para resolver problemas reais das cidades — do trânsito à segurança, da gestão de recursos à eficiência dos serviços públicos. Instituições de ensino e centros tecnoló-
gicos passam a desempenhar papel importante nesse processo ao formar profissionais capazes de atuar em ambientes urbanos cada vez mais digitais e interconectados.
O FUTURO DAS CIDADES INTELIGENTES Se hoje o conceito de cidades inteligentes começa a ganhar forma em municípios brasileiros, em algumas partes do mundo ele vem sendo testado há mais tempo. Cidades como Singapura, Barcelona e Tallinn se tornaram referências internacionais ao integrar tecnologia, planejamento urbano e gestão baseada em dados para melhorar serviços públicos e qualidade de vida. Em Singapura, sensores urbanos monitoram desde fluxo de veículos até consumo de energia, permitindo ajustes em tempo real na gestão da cidade. Em Barcelona, sistemas inteligentes ajudam a otimizar iluminação pública, coleta de lixo e uso da água. Já Tallinn, na Estônia, se tornou um exemplo global de governo digital, com praticamente todos os serviços públicos disponíveis online. Esses exemplos mostram que o verdadeiro diferencial das cidades inteligentes está menos na tecnologia isolada e mais na capacidade de integrar diferentes sistemas e transformar dados em decisões mais eficientes. No Brasil, essa transformação ainda ocorre de forma gradual, mas o avanço de tecnologias tende a acelerar esse processo nos próximos anos. No fim, o que define uma cidade inteligente não é apenas a quantidade de tecnologia instalada nas ruas, mas a capacidade de transformar dados, infraestrutura e planejamento em soluções concretas para o cotidiano da população. Para regiões como Barueri e Santana de Parnaíba, o desafio agora é transformar crescimento econômico e inovação tecnológica em políticas urbanas capazes de sustentar o desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida de quem vive e trabalha por aqui.
Cidades inteligentes do Brasil e do mundo
Singapura Sensores espalhados pela cidade monitoram trânsito, consumo de energia e fluxo de pedestres em tempo real. Esses dados permitem ajustar semáforos automaticamente, planejar transporte público e até prever áreas de maior demanda urbana.
Barcelona A cidade implantou sensores nos contêineres de lixo que avisam quando estão cheios. O sistema otimiza a rota dos caminhões de coleta e reduz custos operacionais.
Tallinn (Estônia) Quase todos os serviços públicos são digitais. Os cidadãos podem votar, pagar impostos, acessar prontuários médicos e abrir empresas totalmente online.
Copenhague Sensores monitoram qualidade do ar e uso de bicicletas para orientar políticas de mobilidade e planejamento urbano.
Fotos: Divulgação
CIDADES INTELIGENTES
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A ampliação do monitoramento urbano, com mais de 500 câmeras integradas ao sistema municipal, é uma das iniciativas adotadas por Barueri