Racismo

VERGONHA: APRESENTADOR DE PROGRAMA DE RÁDIO EM PINHEIRO USA TERMO RACISTA AO VIVO

Durante um programa da TV Pericumã, o apresentador Paulinho Castro, ao comentar sobre um caso que envolve sua filha, o… [ ]

8 de junho de 2020

Durante um programa da TV Pericumã, o apresentador Paulinho Castro, ao comentar sobre um caso que envolve sua filha, o apresentador proferiu um comentário racista. Ao tentar explicar o fato de sua filha ter se auto declarada preta ou parda na inscrição do SISU, o apresentador muito eufórico e aparentemente nervoso disse que sua descendência é de negros e com o tempo sua cor de pele foi melhorando, isso mesmo: melhorando.

No áudio, que você pode ouvir no final da matéria, é totalmente audível, ele diz: “…eu sou preto? não, eu sou pardo! (…) meu avô, Paulo Castro, era negro, casou-se com uma mulher mais branca do que ele, parda, e foi melhorando a cor, a minhã mãe já saiu mais branquinha, eu já sair mais branquinho que meu avô…” Na concepção do apresentador, ficar branco é melhorar de cor, um cometário racista e criminosa do apresentador.

No cotidiano da sociedade brasileira estão normalizadas frases e atitudes de cunho racista e preconceituosos. São piadas que associam negros e indígenas a situações vexatórias, degradantes ou criminosas. Ou atitudes baseadas em preconceitos, como desconfiar da índole de alguém pela cor de sua pele. Outra forma comum de racismo é a adoção de eufemismos para fazer referência a negros ou pretos, como as palavras “moreno” e “pessoa de cor”. Essa atitude evidencia um desconforto das pessoas, em geral, ao utilizar as palavras “negro” ou “preto” pelo estigma social que a população negra recebeu ao longo dos anos.

O que o apresentador falou configura crime previsto na Constituição e na Lei Federal Nº 7.716 que define os crimes ações, falas ou qualquer atitude resultante de preconceito de raça ou de cor e o Sistema Pericumã de Comunicação deveria se pronunciar a respeito.

Ouça o áudio na íntegra:

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