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Edição de 23 de outubro de 2026

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HOJE, O TORCEDOR NÃO ASSISTE APENAS AO JOGO. ELE COMENTA, COMPARTILHA, REAGE E ACOMPANHA O QUE ACONTECE DENTRO E FORA DE CAMPO AO MESMO TEMPO

concorrência mais complexa, que envolve emissoras tradicionais, plataformas digitais e criadores de conteúdo disputando atenção, audiência e investimento publicitário.

A AUDIÊNCIA MAIS DISPUTADA DO PLANETA Se a Copa continua sendo o evento que reúne o mundo, é natural que ela também seja o território mais competitivo da indústria de mídia. Mas o que está em jogo já não é apenas audiência, é o valor dessa atenção. Porque a experiência não está só no jogo. Está na voz que narra o lance antes mesmo dele acontecer. No comentarista que antecipa a jogada. Na câmera que escolhe o melhor ângulo. No replay que prolonga o gol por alguns segundos a mais. A Copa do Mundo não é apenas um evento esportivo. É uma experiência mediada. A forma como essa vivência é construída passa diretamente por quem está no ar. A escolha dos narradores, comentaristas e repórteres deixou de ser apenas uma decisão editorial, e passou a ser também estratégica. Na Globo, por exemplo, a narração dos jogos da seleção ficará sob responsabilidade de Luís Roberto, enquanto nomes como Everaldo Marques, Gustavo Villani, Ana Thaís Matos e Caio Ribeiro integram a equipe escalada para a cobertura. No SBT, a aposta passa também pela força de nomes reconhecidos do público, como Galvão Bueno e Tiago Leifert, reforçando a estratégia de construir identificação imediata com a audiência. Mais do que informar, essas vozes ajudam a moldar a experiência do jogo e influenciam diretamente o engajamento do público. E é justamente nesse ponto que começa a disputa mais valiosa. A capacidade de concentrar milhões de pessoas ao mesmo tempo se tornou um ativo raro. E, claro, essa concentração é o que sustenta o apetite do mercado.

Foto: Rogério Pallatta/SBT

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e quatro em quatro anos, acontece algo que já não deveria ser possível no mundo atual: bilhões de pessoas param ao mesmo tempo para assistir ao mesmo evento. Em um cenário dominado por algoritmos, consumo sob demanda e múltiplas telas, a Copa do Mundo continua sendo uma das raras experiências coletivas de escala universal. Um momento em que o público deixa de assistir sozinho e volta a assistir junto. Os números ajudam a explicar essa força. Segundo dados da FIFA, cerca de 5 bilhões de pessoas acompanharam a Copa de 2022 em diferentes plataformas, e a final entre Argentina e França reuniu aproximadamente 1,42 bilhão de espectadores ao redor do mundo. “A Copa ainda consegue reunir bilhões de pessoas ao mesmo tempo, algo raríssimo no consumo fragmentado de hoje”, afirma Marcelo Paganini de Toledo, professor de Gestão e Marketing Esportivo da ESPM. “Esse alcance, somado ao fato de acontecer a cada quatro anos, mantém o torneio como um dos ativos mais valiosos do mercado de mídia.” Mas, se a dimensão do evento continua a mesma, a forma de consumir mudou completamente. Hoje, o torcedor não assiste apenas ao jogo. Ele comenta, compartilha, reage e acompanha o que acontece dentro e fora de campo ao mesmo tempo. “O torcedor deixou de ser espectador passivo. Ele acompanha a transmissão e, ao mesmo tempo, o que as pessoas estão dizendo sobre o jogo”, explica Paganini. Esse novo comportamento não apenas transformou a experiência de quem assiste, mas também redesenhou a disputa entre quem transmite. Se antes a Copa era território quase exclusivo da televisão, hoje ela é palco de uma

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