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Edição de 23 de outubro de 2026

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MÍDIA

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A Casa CazéTV foi pensada para levar ao ambiente presencial a experiência construída no digital, com transmissões ao vivo, estúdios abertos, áreas de convivência, shows e ativações de marca

Quem transmite a Copa no Brasil (2026)

TV Globo / sportv / ge / Globoplay • Cobertura multiplataforma • Mais de 400 profissionais envolvidos • Transmissões, programas, bastidores e conteúdos digitais

CazéTV (YouTube) • Transmissão dos 104 jogos ao vivo e gratuitos • Conteúdo estendido e interação em tempo real • Linguagem digital e foco em comunidade

SBT • TV aberta como eixo principal • Integração com digital e redes sociais • Aposta em nomes fortes e linguagem acessível

“Nenhum outro evento entrega ao mesmo tempo escala, engajamento e carga emocional tão intensa”, afirma Marcelo Paganini, da ESPM. “Para as marcas, é praticamente insubstituível.” Na prática, isso se traduz em uma disputa que vai além da transmissão. Hoje, diferentes players competem por fatias dessa audiência, cada um com um modelo próprio de distribuição, linguagem e monetização. No ambiente digital, por exemplo, as cotas de patrocínio da CazéTV para a Copa de 2026 foram integralmente comercializadas antes mesmo do início do torneio, refletindo o interesse das marcas em formatos que combinam alcance e engajamento. Em 2025, transmissões esportivas do canal alcançaram 52 milhões de dispositivos únicos, com picos de 5,6 milhões de acessos simultâneos. O resultado é um novo desenho de mercado. Mais do que uma disputa por quem transmite, a Copa passou a ser um território compartilhado, em que diferentes plataformas capturam partes complementares da audiência e transformam essa atenção em valor comercial de maneiras distintas.

A NOVA LÓGICA DA TRANSMISSÃO Para as emissoras, esse cenário exige uma mudança de estratégia. No SBT, a aposta está na força da televisão aberta como ponto de encontro nacional, combinada com uma operação integrada ao digital.

“A televisão aberta continua sendo o meio de maior alcance no Brasil. A Copa mobiliza o país inteiro e dialoga diretamente com a nossa essência”, afirma Mauro Lissoni, diretor artístico da emissora. Ao mesmo tempo, o canal reconhece que o consumo já não acontece em um único lugar. “Hoje não faz mais sentido pensar televisão de forma isolada. O conteúdo precisa circular entre diferentes plataformas”, diz. Essa integração se traduz em uma cobertura que vai além dos jogos: bastidores, cortes em tempo real, conteúdos para redes sociais e formatos pensados para quem acompanha a Copa também pelo celular. A estratégia também passa pela construção de uma narrativa mais próxima do público. “Queremos oferecer uma cobertura que vá além da transmissão das partidas, trazendo bastidores, contexto e histórias que ampliem a experiência do torcedor”, afirma Lissoni. Segundo o executivo, a proposta é combinar informação, análise e entretenimento em uma linguagem mais acessível, característica histórica da emissora. “A Copa é um momento em que o público busca emoção, mas também identificação. Nosso objetivo é transformar esse evento em uma experiência completa de conteúdo.” Na Globo, a resposta passa por escala e integração total. Para 2026, a emissora es-

truturou uma operação com centenas de profissionais no Brasil e no exterior, conectando TV aberta, canais pagos e plataformas digitais em uma cobertura contínua. Segundo a empresa, serão mais de 400 profissionais envolvidos, em um modelo que distribui conteúdo entre TV Globo, sportv, ge, Globoplay e Ge TV. “Vamos entrar em campo para manter uma tradição que vem desde 1970: vestir o Brasil de Copa do Mundo”, afirmou o diretor de Esportes, Renato Ribeiro, em comunicado. A estratégia aposta em presença constante: transmissão, programas ao vivo, séries especiais, bastidores e conteúdo digital funcionando de forma integrada ao longo de todo o torneio. No fundo, o movimento das emissoras aponta para a mesma direção: a Copa deixou de ser um evento de grade e passou a ser um fluxo contínuo de conteúdo.

QUANDO A COPA VIRA COMUNIDADE Se as emissoras ampliam suas operações, é no ambiente digital que a lógica da transmissão muda de forma mais radical. A CazéTV, em parceria com o YouTube, será o único canal no Brasil a transmitir todos os 104 jogos da Copa de 2026, ao vivo e gratuitamente. Mas o diferencial não está apenas na quantidade de partidas. Está na forma de assistir. “Estamos criando formatos que integram as marcas ao ambiente e à linguagem