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MÍDIA
“MAIS DO QUE TRANSMITIR JOGOS, ESTAR NA COPA SIGNIFICA PARTICIPAR DE UM DOS MOMENTOS DE MAIOR EMOÇÃO COLETIVA DO PAÍS”, MARCELO TOLEDO, PROFESSOR DA ESPM
Como o brasileiro consome a Copa hoje
66% 54% 38% 82% 56%
ficam conectados durante os jogos
usam mais de um dispositivo ao mesmo tempo
assistem na TV enquanto usam o celular
consomem conteúdos complementares
já preferem conteúdos alternativos (reações, análises, etc.)
um novo desafio para o mercado. “O desafio é garantir que o principal produto não perca valor frente aos anunciantes”, explica o professor. O resultado é uma mudança estrutural: a transmissão deixa de ser o único ponto de contato e passa a dividir atenção com um conjunto de conteúdos paralelos que, muitas vezes, disputam o protagonismo da experiência.
MAIS DO QUE UM EVENTO No fim das contas, a Copa do Mundo continua sendo o maior evento da mídia do mundo. Mas o que mudou foi o centro da experiência. Não é mais apenas o jogo, é a forma como ele é contado. Seja pela força das emissoras tradicionais, pela escala das operações ou pela linguagem das plataformas digitais, é na transmissão que se define a experiência do público — e o valor desse território para o mercado. E para o público, talvez a maior mudança seja essa: a Copa já não é apenas algo que se assiste. É algo que se vive. “Mais do que transmitir jogos, estar na Copa significa participar de um dos momentos de maior emoção coletiva do país”, resume Lissoni.
Foto: Divulgação
Foto: Globo/Bob Paulino
Fonte: pesquisas de consumo digital (YouTube / mercado)
Essa mudança também altera o papel do conteúdo. Para além da transmissão, o público passa a buscar cortes, bastidores e comentários em tempo real, muitas vezes com maior nível de interação do que o próprio jogo. Esse ecossistema não se limita às telas. O áudio também segue relevante na experiência do torcedor. Dados da Kantar IBOPE Media, referência em mensuração de audiência no Brasil, indicam que o rádio mantém presença significativa entre fãs de futebol, especialmente em situações de mobilidade. Levantamentos do setor apontam que mais de 70% dos interessados no esporte consomem conteúdo esportivo pelo meio, reforçando seu papel como complemento à transmissão principal. Em períodos como a Copa do Mundo, esse hábito tende a se intensificar, acompanhando a dinâmica de um público que nem sempre está diante da tela, mas não abre mão de acompanhar o jogo em tempo real. Segundo levantamento do YouTube, 82% dos fãs de esportes no Brasil consomem regularmente conteúdos complementares, como análises, reações e watch parties, enquanto 56% já preferem esse tipo de abordagem à cobertura tradicional. Ao mesmo tempo, essa dinâmica cria
Luis Roberto foi o escolhido para comandar as transmissões da Seleção Brasileira na TV Globo
A CazéTV, em parceria com o YouTube, será o único canal no Brasil a transmitir todos os 104 jogos da Copa de 2026, ao vivo e gratuitamente