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NO BRASIL 72% DAS PESSOAS ALMOÇAM FORA DE CASA AO MENOS UMA VEZ POR MÊS, SENDO QUE GRANDE PARTE DESSAS REFEIÇÕES ESTÁ ASSOCIADA AO TRABALHO
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o mundo corporativo, poucos ambientes são tão estratégicos quanto uma boa mesa de restaurante. É ali, durante almoços de negócios, que negociações ganham confiança, relações se aprofundam e decisões importantes acontecem com mais naturalidade. Há uma explicação clara para isso. A sala de reunião impõe hierarquia. O escritório carrega pressão. O tempo é contado, os papéis são definidos e cada palavra parece ter um peso maior do que deveria. Já o almoço cria um território neutro. E, como negócios não são feitos apenas de lógica, mas também de confiança, é nesse ambiente que eles avançam. À mesa, as pessoas se sentem mais confortáveis e negociam melhor. “O clima agradável favorece conversas produtivas e decisões importantes. É muito comum vermos encontros estratégicos acontecendo durante almoços e jantares”, afirma João Gallopi, diretor de marketing e vendas do Fogo de Chão Brasil, churrascaria que chegou recentemente ao Shopping Tamboré. Os dados reforçam esse comportamento. No Brasil, o hábito de comer fora está diretamente ligado à rotina profissional: 72% das pessoas almoçam fora de casa ao menos uma vez por mês, sendo que grande parte dessas refeições está associada ao trabalho. Em ambientes corporativos, esse número é ainda mais expressivo: 87% consideram a alimentação fora um benefício essencial no dia a dia. Mas há um recorte importante dentro desse universo. Entre as diversas opções gastro-
nômicas, as casas de carnes se consolidaram como a escolha predominante para encontros de negócios. E não apenas pela comida. Estudos do setor de food service mostram que fatores como ambiente, atendimento e atmosfera são determinantes na escolha de um restaurante. Em outras palavras, não se trata apenas do que está no prato, mas do que o espaço permite. E é exatamente nesse ponto que as casas de carnes ocupam um lugar único: oferecem tempo com qualidade. Tempo suficiente para desenvolver conversas, construir relações e tomar decisões. Em Alphaville, um dos principais polos empresariais do país, esse comportamento ganha ainda mais força. O almoço deixou de ser uma pausa na agenda para se tornar uma ferramenta de negócios. Ao longo dos anos, o bairro consolidou um ecossistema próprio. Executivos, empresários, fundos de investimento e lideranças corporativas convivem em um raio geográfico compacto, onde decisões relevantes acontecem com frequência — e proximidade. Esse contexto ajuda a explicar por que o segmento de carnes segue em expansão. Em um mercado de food service que deve movimentar cerca de R$ 241 bilhões em 2025 no Brasil, segundo o Instituto Foodservice Brasil (IFB), operações que conseguem combinar experiência, previsibilidade e ticket médio mais elevado encontram espaço para crescer — especialmente em regiões com alta concentração de renda e atividade corporativa.
Fotos: Divulgação
Recém-inaugurado no bairro, o Tendall Prime foi desenhado para atender, com precisão, o público executivo da região
As casas de carnes se consolidaram como a escolha predominante para encontros de negócios. Na foto, prato do Pobre Juan