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MATÉRIA DE CAPA
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“DIFERENTE DE EMPRESAS QUE DESCENTRALIZAM O FUNDADOR, EU CENTRALIZEI: EU ME TORNEI UM ATIVO. ANTES, EU GERAVA UM NEGÓCIO QUE NÃO SE SUSTENTAVA SEM MIM. HOJE, EU TAMBÉM AJUDO A FORTALECER NEGÓCIOS QUE EXISTEM E QUE SEGUEM SEM DEPENDER DA MINHA INFLUÊNCIA”
efe. - Como foi a experiência no Grupo Primo? JJ - Eu fiquei dois anos. Foi um momento importante para eu me consolidar no mundo dos negócios como orientador de empresários. O Grupo Primo tem uma veia forte de finanças; eu vinha mais de desenvolvimento pessoal e alta performance. Eu percebi que o grupo estava corretamente indo para finanças, e eu não queria ir para esse lado. Aí decidi me separar para seguir desenvolvimento pessoal e empreendedorismo. Foi uma grande escola. Em 2021, pela primeira vez, a gente fez mais de 100 milhões de reais só com infoproduto — 110 a 115 milhões naquele ano. Isso me projetou, conheci muita gente. A saída foi tranquila e estratégica, num timing perfeito.
efe. - O podcast muda de patamar quando vira “JJ Podcast”? JJ - Em 2020, a gente muda o nome para JJ Podcast — eu não gostei no começo, foi sugestão do time, mas foi uma das melhores coisas. Eu aprendi a fazer podcast de maneira profissional: narrativa, entrevista, convidado, frequência, consistência. Eu consegui trazer grandes personalidades e me estabelecer. E em 2022 eu deixo o cabelo crescer e faço uma trança — isso vira uma marca visual muito singular.
efe. - O que faz o JJ Podcast tocar tanta gente, na sua visão? Bons convidados, boas histórias, e a minha entrevista é genuinamente interessada no convidado. Eu quero conhecer a história das pessoas. Eu escuto, aprendo, faço perguntas melhores — e perguntas melhores geram respostas melhores, que tocam no íntimo. E consistência: a gente não para há cinco anos. Uma coisa que eu mais escuto na rua é: “Eu te escuto todos os dias”. Virou um hábito.
efe. - E como você trabalhou sua marca como empresa — inclusive com publicidade? Eu comecei de um jeito simples: eu falava no podcast “se alguma marca quiser me patrocinar, me patrocina”. As marcas começaram a chegar. Eu escolho marcas que eu uso, gosto, e que não conflitam com meus valores: não falo de bebida alcoólica, jogos de azar, temas polêmicos ou sensíveis. Depois, passei a ir de maneira intencional em marcas que eu acredito que fazem sentido