Ocorrência é a primeira da espécie registrada em 2026 na área monitorada pela instituição.
(Imagem: Reprodução)
Uma tartaruga-de-couro de aproximadamente 280 quilos foi encontrada morta na Praia da Enseada, no Guarujá, na Baixada Santista. O animal era uma fêmea e apresentava cerca de 1,65 metro de comprimento de carapaça. O registro chama a atenção pelo porte da espécie, considerada a maior tartaruga marinha do mundo.
Após o encontro, o animal foi encaminhado para necropsia, exame destinado a investigar as possíveis causas da morte. Até a conclusão da análise, não é possível afirmar se a tartaruga morreu por ingestão de resíduos, interação com equipamentos de pesca, doença ou outro fator.
O que se sabe sobre a tartaruga encontrada no Guarujá?
As informações disponíveis apontam que se tratava de uma fêmea de tartaruga-de-couro, com peso estimado em 280 kg e carapaça de aproximadamente 1,65 metro. O animal foi localizado já sem vida na Praia da Enseada, uma das mais conhecidas do município.
A necropsia poderá revelar lesões, alterações em órgãos e outros indícios relevantes. Nem sempre, porém, um exame isolado permite identificar com absoluta certeza o que provocou a morte.
Por que a tartaruga-de-couro é tão grande?
A tartaruga-de-couro, conhecida cientificamente como Dermochelys coriacea, é a maior espécie de tartaruga marinha. Diferentemente das tartarugas com casco rígido formado por placas visíveis, ela possui uma cobertura corporal de aspecto coriáceo, com cristas longitudinais.
Indivíduos adultos podem alcançar centenas de quilos, e algumas fêmeas percorrem grandes distâncias pelo oceano. A alimentação é composta principalmente por organismos gelatinosos, como águas-vivas, o que ajuda a explicar sua presença em extensas áreas marítimas.
O que pode causar a morte de tartarugas marinhas?
Entre as ameaças conhecidas às tartarugas marinhas estão o emalhe acidental em redes de pesca, colisões com embarcações, ingestão de resíduos e problemas de saúde. A poluição por plásticos é especialmente preocupante para espécies que se alimentam de animais gelatinosos, pois determinados resíduos podem ser confundidos com alimento.
Essas são ameaças gerais à espécie, não causas confirmadas para a tartaruga encontrada no Guarujá. A investigação específica depende dos resultados da necropsia e de eventuais informações adicionais sobre o animal.
O que fazer ao encontrar uma tartaruga encalhada?
Quem encontrar uma tartaruga marinha viva ou morta na praia deve evitar tocar, puxar ou tentar devolver o animal ao mar sem orientação especializada. O procedimento adequado é comunicar as equipes ambientais responsáveis pelo monitoramento da costa ou as autoridades locais.
Se o animal estiver vivo, aproximações excessivas podem provocar estresse e dificultar o atendimento. Se estiver morto, o manuseio pode comprometer informações importantes para a análise veterinária e representar riscos sanitários.
Por que a necropsia é importante?
O exame pode contribuir para o conhecimento sobre ameaças enfrentadas pelas espécies marinhas e para a identificação de padrões de mortalidade. Os registros também ajudam instituições ambientais a acompanhar a ocorrência de animais encalhados e a orientar medidas de conservação.
Na Baixada Santista, o encontro de uma tartaruga-de-couro desse porte reforça a relação entre o litoral e a fauna oceânica. Embora a espécie passe grande parte da vida em mar aberto, indivíduos podem chegar às praias por diferentes circunstâncias.
Resultado da análise ainda é aguardado
O dado central é que a fêmea de aproximadamente 280 kg foi encontrada morta na Enseada e encaminhada para necropsia. A causa da morte ainda não foi esclarecida nas informações disponíveis.
Até que haja um laudo ou comunicado técnico conclusivo, qualquer associação direta com redes de pesca, lixo plástico ou outras atividades humanas seria especulativa. O caso serve de alerta para a importância do monitoramento e da proteção da vida marinha.