A Polícia Militar do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta-feira (26) uma grande operação no Complexo da Maré.
(Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
A operação policial no Complexo da Maré começou nas primeiras horas desta quinta-feira (26), mobilizando cerca de 200 policiais militares do Rio de Janeiro. Equipes do Comando de Operações Especiais e do 22º BPM (Maré) atuam em comunidades como Conjunto Esperança, Vila dos Pinheiros, Vila do João, Timbau, Baixa do Sapateiro e Salsa e Merengue.
Os principais alvos da operação policial incluem o tráfico de drogas, roubos de veículos e de cargas, além da prisão de criminosos foragidos. A região, conhecida por disputas entre facções como o Terceiro Comando Puro, registra ações frequentes para conter a criminalidade organizada.
Detalhes da mobilização policial
A operação policial conta com dez veículos blindados e apoio do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas, que monitora as principais rodovias ao redor para garantir a segurança viária. Agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) lideram incursões em pontos estratégicos, onde foram registradas trocas de tiros desde o início da madrugada.
Até o momento, o BOPE apreendeu um fuzil, duas pistolas, rádios transmissores, carregadores e munições na Baixa do Sapateiro. Três suspeitos ficaram feridos durante o confronto e foram levados ao Hospital Federal de Bonsucesso. A ação segue em andamento, com relatos de barricadas e intensos tiroteios em áreas como Vila dos Pinheiros.
- 200 policiais militares envolvidos na operação.
- Dez veículos blindados posicionados nas comunidades.
- Apreensões iniciais incluem fuzil, pistolas e munições.
- Três suspeitos feridos e socorridos.
Contexto da violência no Complexo da Maré
O Complexo da Maré, um dos maiores conjuntos de favelas da Zona Norte carioca, abriga cerca de 140 mil moradores e é palco recorrente de operações policiais devido ao controle de facções criminosas sobre o tráfico de drogas. Em 2024, a região registrou 42 ações policiais, resultando em 20 mortes, segundo dados de organizações locais.
Essas operações policiais visam desarticular redes de distribuição de entorpecentes e impedir assaltos que afetam toda a cidade, incluindo bloqueios em vias expressas como a Linha Amarela. A presença de armamento pesado, como fuzis, reforça a necessidade de intervenções com forças especializadas para preservar a ordem pública.
Moradores relatam impactos diários, como fechamento de escolas e interrupções no tráfego, mas as autoridades destacam que as medidas preventivas minimizam riscos à população civil. A estratégia inclui inteligência prévia para identificar alvos de alto risco.
Impactos imediatos para a população
A operação policial provoca alterações no cotidiano da região, com escolas suspensas e recomendações para que residentes evitem deslocamentos desnecessários. O Batalhão de Policiamento em Vias Expressas atua para evitar que confrontos se estendam às rodovias, garantindo fluidez no trânsito metropolitano.
Especialistas em segurança pública apontam que ações como essa contribuem para a redução de índices de criminalidade em áreas críticas, embora demandem equilíbrio com direitos humanos. Em anos anteriores, operações policiais semelhantes resultaram em prisões de líderes e recuperação de bens roubados.
- Fechamento temporário de unidades escolares na região.
- Monitoramento de vias expressas para segurança viária.
- Recomendações de isolamento social durante a ação.
- Potencial recuperação de veículos e cargas roubadas.
Possíveis desdobramentos da ação
Com a operação policial ainda em curso, espera-se um balanço oficial ao final do dia com números atualizados de apreensões e prisões. Autoridades planejam investigações complementares para rastrear redes de distribuição de armas identificadas nas comunidades.
No médio prazo, a pressão policial pode alterar dinâmicas internas das facções, levando a disputas territoriais ou migração de criminosos para áreas adjacentes. Programas de pacificação e investimentos sociais são discutidos como complementos para resultados duradouros.
A Polícia Militar reforça o compromisso com a transparência, utilizando câmeras corporais em parte das equipes para documentar as ações. Moradores aguardam o retorno à normalidade, enquanto a sociedade acompanha os efeitos na segurança regional.