Ônibus foi levado para a Cidade da Polícia para conferência de mercadorias ilegais e medicamentos sem registro.
(Imagem: gerado por IA)
Uma operação de inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro resultou na interceptação de um ônibus de turismo vindo do Paraguai na madrugada desta segunda-feira. O veículo, que transportava 42 passageiros, foi parado em Xerém, no município de Duque de Caxias, carregando uma quantidade expressiva de canetas emagrecedoras e anabolizantes sem registro legal.
A abordagem foi fruto de um trabalho integrado entre a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) e a Subsecretaria de Inteligência (Ssinte). Segundo as autoridades, o coletivo já estava sob monitoramento devido à suspeita de transporte sistemático de materiais ilícitos para abastecer o mercado clandestino carioca.
Operação de inteligência e cerco policial
A interceptação ocorreu de forma estratégica na rodovia, impedindo qualquer tentativa de fuga ou descarte de mercadoria. Os agentes identificaram que, além dos medicamentos de uso controlado e substâncias para ganho de massa muscular, o ônibus carregava diversos outros produtos que agora passam por perícia.
O foco principal da ação é combater o comércio de medicamentos que entram no país sem o crivo da Anvisa, representando um risco direto à saúde pública. As famosas "canetas emagrecedoras", que têm tido alta procura no mercado paralelo, são o principal alvo da investigação devido à origem duvidosa e aos riscos de efeitos colaterais severos.
Desdobramentos na Cidade da Polícia
Após a abordagem, tanto o ônibus quanto todos os 42 passageiros foram encaminhados para a Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio. No local, os agentes iniciaram um rigoroso processo de triagem para separar mercadorias com documentação fiscal daquelas que entraram no país de forma irregular ou clandestina.
A polícia investiga agora quem seriam os destinatários finais desses produtos e se há uma rede estruturada de distribuição operando a partir dessas viagens de turismo. Até o fechamento desta reportagem, a contagem oficial dos materiais apreendidos ainda estava em andamento, e os responsáveis poderão responder por crimes contra a saúde pública e descaminho.