Motoristas enfrentam lentidão e filas nos bolsões da balsa entre Santos e Guarujá devido às condições da maré neste domingo.
(Imagem: gerado por IA)
O encerramento do feriado prolongado está sendo marcado por paciência e lentidão para os motoristas que dependem da travessia de balsas entre Santos e Guarujá. Na manhã deste domingo (3), o sistema enfrentou uma paralisia temporária e, mesmo após a retomada das operações, o tempo de espera para cruzar o canal chegou a 50 minutos em ambos os lados.
O principal vilão da operação não é a falta de embarcações, mas sim um fenômeno natural: a maré baixa. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) informou que o nível da maré atingiu patamares que dificultam o atracamento seguro das balsas. Quando a maré baixa excessivamente, a inclinação das rampas de acesso se torna muito acentuada, impedindo o embarque e desembarque de veículos, especialmente caminhões e carros baixos, sob risco de danos estruturais ou acidentes.
Operação com frota máxima não evita gargalo
Atualmente, o Departamento Hidroviário (DH) mantém oito embarcações em operação, o que representa a capacidade máxima planejada para dias de grande fluxo. No entanto, a eficiência logística é severamente comprometida pela natureza. Como o tempo de manobra aumenta para garantir a segurança dos usuários, o ciclo de viagens torna-se mais lento, gerando o acúmulo de veículos nos bolsões de embarque.
A situação é ainda mais crítica por se tratar de um domingo de retorno de feriado. O fluxo de turistas que deixam as praias do Guarujá em direção a Santos, buscando acesso à Rodovia Anchieta ou Imigrantes, somado ao tráfego local, cria um cenário de saturação. A Semil monitora as condições oceanográficas em tempo real, mas a normalização total do serviço depende da subida da maré, prevista para o decorrer da tarde.
Recomendações e alternativas para o motorista
Para quem deseja evitar o congestionamento nos bolsões, a orientação é buscar rotas alternativas ou postergar a viagem, se possível. A Rodovia Cônego Domênico Rangoni (Piaçaguera) aparece como a principal opção para quem sai do Guarujá com destino a outras cidades, embora o trajeto seja mais longo em quilometragem.
Especialistas em logística portuária reforçam que a Baixada Santista vive um período de marés de sizígia, quando a influência da lua e do sol alinhados causa variações mais extremas no nível do mar. Esse fenômeno é comum nesta época do ano e exige atenção redobrada dos operadores do sistema de travessias. A previsão é que a movimentação continue intensa até o final da noite deste domingo, e novos picos de maré baixa podem ocorrer, mantendo o estado de alerta para quem utiliza o serviço.