Teste do bafômetro apontou 0,68 mg de álcool por litro de ar alveolar.
(Imagem: Marcelo Ricky/Reprodução)
O motorista de um ônibus, de 69 anos, foi preso em flagrante por embriaguez ao volante e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor após um engavetamento na Rodovia Anchieta, em Cubatão, na Baixada Santista. O acidente aconteceu na tarde de segunda-feira (12), na altura do quilômetro 47, na pista sentido litoral. Segundo as informações da ocorrência, o teste do bafômetro registrou 0,68 miligrama de álcool por litro de ar alveolar.
A prisão é um desdobramento do acidente que provocou bloqueios e congestionamentos no Sistema Anchieta-Imigrantes durante o retorno do feriado. O resultado do etilômetro é um dado relevante para a investigação, mas não determina, por si só, toda a dinâmica ou a causa das colisões.
Como aconteceu o engavetamento na Via Anchieta?
De acordo com as informações operacionais da Ecovias Imigrantes, o ônibus se envolveu em uma sequência de colisões com outros veículos na descida da serra, em direção à Baixada Santista. A ocorrência incluiu uma carreta e diversos automóveis, com relatos de aproximadamente 15 veículos atingidos, além do ônibus.
Na dinâmica preliminar descrita no atendimento, o coletivo atingiu inicialmente uma caminhonete Ram e um Toyota Corolla. Em seguida, houve novos impactos até que o ônibus parou após atingir um Fiat Fastback. A contagem exata dos veículos envolvidos pode variar conforme o critério adotado nos registros da ocorrência.
Motorista alegou problema no acelerador
O condutor relatou que uma possível falha mecânica teria deixado o acelerador travado na posição de aceleração. Essa é a versão apresentada pelo motorista e não uma conclusão pericial confirmada.
Uma eventual investigação deverá avaliar as condições mecânicas do ônibus, os vestígios do acidente, os relatos de testemunhas e outros elementos disponíveis. Também será necessário distinguir a alegação de defeito mecânico da constatação de álcool no organismo do condutor.
Bafômetro registrou 0,68 mg/L
O motorista foi submetido ao teste do etilômetro, que apontou 0,68 mg/L de álcool por litro de ar alveolar. O resultado informado está acima do patamar previsto na legislação brasileira para caracterização de crime de trânsito por concentração de álcool, consideradas as regras de medição aplicáveis.
Após os procedimentos policiais, o homem foi preso em flagrante. Conforme o registro divulgado, a ocorrência foi enquadrada inicialmente como embriaguez ao volante e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. O enquadramento e as responsabilidades poderão ser examinados pelas autoridades competentes no decorrer do caso.
A prisão em flagrante não representa condenação definitiva. O motorista tem direito à defesa e ao devido processo legal.
Houve feridos no acidente?
Segundo o Corpo de Bombeiros, as pessoas atendidas apresentaram ferimentos leves, e não houve registro de vítimas presas às ferragens. Uma gestante precisou de encaminhamento para avaliação médica em razão de abalo emocional após a ocorrência.
Seis bombeiros, com apoio de duas viaturas do 6º Grupamento de Bombeiros, participaram do atendimento. As informações disponíveis não apresentam um balanço nominal de todos os envolvidos nem detalham a evolução clínica posterior das pessoas atendidas.
Quanto tempo a Anchieta ficou interditada?
O acidente provocou a interdição de todas as faixas da pista sentido litoral a partir das 17h25 de segunda-feira (12). A primeira faixa foi liberada às 18h40, enquanto a segunda permaneceu bloqueada até as 21h40, segundo os registros operacionais divulgados pela concessionária.
Durante a ocorrência, o congestionamento na Anchieta se estendeu entre os quilômetros 30 e 47, no sentido litoral. Também houve lentidão na Interligação Planalto, entre os quilômetros 1 e 8.
Esses horários e trechos se referem à situação registrada na segunda-feira, não às condições de trânsito em tempo real nesta quarta-feira (14).
O que aconteceu com os veículos envolvidos?
Na manhã de terça-feira (13), a concessionária informou que os demais veículos envolvidos haviam deixado a pista por meios próprios ou tinham sido removidos. A ocorrência ficou sob atendimento operacional da Ecovias, com participação das equipes de emergência.
Não há confirmação, nas informações disponíveis, sobre a identidade da empresa responsável pelo ônibus nem manifestação de defesa do condutor. Por isso, não é possível atribuir à empresa qualquer responsabilidade específica neste momento.
O que ainda será investigado?
As autoridades poderão aprofundar a apuração sobre a dinâmica da sequência de colisões, a alegação de falha no acelerador e as circunstâncias em que o ônibus era conduzido. O teste do bafômetro e os registros de atendimento integram os elementos conhecidos da ocorrência.
O caso chama a atenção para os riscos de acidentes envolvendo veículos de grande porte em rodovias de serra. A combinação de tráfego intenso, declives e necessidade de frenagem exige cuidados redobrados. Dirigir sob influência de álcool é uma conduta proibida e pode trazer consequências criminais.
O engavetamento na Anchieta deixou feridos leves, causou horas de interdição e terminou com a prisão do motorista do ônibus. A conclusão sobre as responsabilidades e sobre a alegada falha mecânica dependerá da apuração oficial.