Beneficiários com NIS final 6 já podem movimentar o Bolsa Família pelo aplicativo Caixa Tem ou cartões magnéticos.
(Imagem: Reprodução/Agência Brasil)
A Caixa Econômica Federal retoma, nesta quarta-feira (24), o calendário de repasses do Bolsa Família referente ao mês de junho. Hoje, os recursos ficam disponíveis para os beneficiários que possuem o Número de Inscrição Social (NIS) com final 6. O pagamento não apenas garante o mínimo constitucional, mas também reflete a consolidação de diversos adicionais que visam proteger a primeira infância, a gestação e o período de amamentação.
Embora o valor base do programa seja fixado em R$ 600, a média dos repasses subiu significativamente este mês, atingindo o patamar de R$ 677,66. Esse aumento é fruto do redesenho do programa, que agora considera a composição específica de cada núcleo familiar para o cálculo das parcelas. Ao todo, o Governo Federal está investindo R$ 13,08 bilhões para alcançar cerca de 19,34 milhões de famílias brasileiras em vulnerabilidade social.
Entenda os adicionais e quem tem direito
O Bolsa Família atual é composto por uma cesta de benefícios que se somam ao valor principal. Um dos destaques é o Benefício Variável Familiar Nutriz, que oferece seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês com até seis meses de idade. O objetivo central é reforçar a segurança alimentar da criança durante o período crítico de desenvolvimento inicial.
Além disso, o programa mantém outros três acréscimos fundamentais: um adicional de R$ 50 para gestantes e nutrizes (mães que amamentam), outro de R$ 50 para cada dependente com idade entre 7 e 18 anos, e o Benefício Primeira Infância, que injeta R$ 150 mensais para cada criança da família que tenha até 6 anos de idade.
Regra de Proteção: incentivo ao emprego e renda
Uma das engrenagens mais importantes do novo Bolsa Família é a chamada Regra de Proteção. Em junho, aproximadamente 2,26 milhões de famílias estão enquadradas nesta modalidade, recebendo um benefício médio de R$ 369,27. Essa regra foi criada para evitar que a família perca o auxílio imediatamente após um de seus membros conseguir um emprego formal ou aumentar sua renda.
Nesse cenário, se a renda por pessoa da família subir para até R$ 706, os beneficiários podem continuar no programa por um período determinado, recebendo 50% do valor do benefício a que teriam direito. É importante notar que, a partir de 2025, o tempo de permanência nessa transição será reduzido de dois anos para um ano para novos ingressantes, embora quem já estava na regra até maio de 2025 mantenha o prazo anterior.
Fim do desconto do Seguro Defeso
Outro ponto de virada relevante para os beneficiários foi a alteração trazida pela Lei 14.601/2023. Desde o início deste ano, não há mais o desconto do Seguro Defeso nas parcelas do Bolsa Família. O Seguro Defeso é pago a pescadores artesanais durante o período de reprodução dos peixes, quando a atividade é proibida. Anteriormente, havia uma compensação entre os valores, o que foi extinto para garantir maior liquidez financeira às famílias que vivem exclusivamente da pesca.
Pagamento unificado e como consultar
Vale lembrar que, em situações de emergência ou calamidade pública, o governo autoriza o pagamento unificado. Em junho, moradores de 207 cidades em oito estados (como Rio Grande do Norte, Amazonas e Paraná) já tiveram acesso ao dinheiro no último dia 17, independentemente do final do NIS. O critério para essa antecipação inclui municípios afetados por secas severas, chuvas intensas ou que possuam populações indígenas em alta vulnerabilidade.
Para quem recebe hoje, a movimentação dos valores deve ser feita prioritariamente pelo aplicativo Caixa Tem. Pela plataforma digital, é possível realizar transferências via Pix, pagar boletos de serviços básicos como água e luz, e até realizar compras em supermercados e farmácias utilizando o cartão de débito virtual. Informações detalhadas sobre o extrato e a composição das parcelas também estão disponíveis no app do próprio Bolsa Família.