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Paraciclismo

Lauro Chaman domina prova na Bélgica e conquista o ouro na Copa do Mundo de Paraciclismo

Lauro Chaman venceu a prova de 80,4 km na classe MC5 na Bélgica. Brasil encerra a etapa da Copa do Mundo com 7 medalhas e foca nos Jogos de Paris 2024.

02 mai 2026 - 09h57 Joice Gomes   atualizado às 09h58
Lauro Chaman domina prova na Bélgica e conquista o ouro na Copa do Mundo de Paraciclismo O ciclista paulista Lauro Chaman durante pódio na etapa da Bélgica. Foto: Divulgação/CBC (Imagem: gerado por IA)

O paraciclista brasileiro Lauro Chaman reafirmou sua posição como um dos grandes nomes do esporte mundial ao conquistar a medalha de ouro na etapa da Copa do Mundo de Ciclismo de Estrada, realizada em Gistel, na Bélgica. O resultado, obtido no último dia de competições, coroa uma semana de excelência para a delegação verde-amarela, que se despede do solo belga com um total de sete pódios conquistados.

Na prova decisiva da classe MC5, destinada a atletas que competem em bicicletas convencionais, Chaman enfrentou um percurso de 80,4 quilômetros, distribuídos em oito voltas de um circuito técnico e exigente. Com uma leitura de prova estratégica e um sprint final vigoroso, o paulista cruzou a linha de chegada com o tempo de 1h48min09s. A vitória não foi simples: Lauro precisou superar rivais diretos na briga por medalhas em Paris 2024, como o holandês Daniel Abraham Gebru, que ficou com a prata, e o ucraniano Yehor Dementyev, que completou o pódio com o bronze.

Força feminina garante mais pódios para o Brasil

Além do brilho de Lauro Chaman, o paraciclista feminino também mostrou sua força em Gistel. A paranaense Victória Barbosa foi um dos grandes destaques desta sexta-feira (1º), ao faturar a medalha de prata na classe C1. Em uma prova de resistência de 49,8 km, Victória manteve um ritmo constante e seguro, sendo superada apenas pela chinesa Wangwei Qian, que garantiu o lugar mais alto do pódio.

O desempenho coletivo do Brasil na Bélgica foi marcado pela regularidade. No início da semana, o país já havia sinalizado que seria um forte concorrente. As paulistas Gilmara do Rosário e Jéssica Ferreira foram as responsáveis por abrir o quadro de medalhas nas provas de contrarrelógio e resistência para as classes H2 e H3 (handbikes). Gilmara, em especial, teve uma jornada dupla de sucesso, garantindo duas medalhas de prata em dias consecutivos, demonstrando uma recuperação física impressionante entre as disputas de contrarrelógio e a prova de estrada de 29,4 km.

Preparação intensiva para os Jogos de Paris 2024

A performance em Gistel serve como um termômetro vital para o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e para a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). Com um ouro e seis pratas, o Brasil demonstra que possui atletas competitivos em diversas categorias, desde as handbikes até as bicicletas convencionais. Para Lauro Chaman, o resultado é um reforço de confiança psicológico e técnico para o ciclo olímpico, já que ele é uma das principais esperanças de medalha do país na França.

O nível de competitividade apresentado na Bélgica reflete o investimento e a profissionalização do paradesporto nacional. Enfrentar potências como China, Holanda e Grã-Bretanha e conseguir subir ao pódio de forma recorrente coloca o paraciclista brasileiro em uma prateleira de elite mundial.

Próximos passos no cenário internacional

O descanso da delegação será curto. Sem tempo para grandes celebrações, os 14 atletas brasileiros já iniciam os preparativos logísticos para a próxima etapa do circuito mundial. A caravana do paraciclismo segue agora para a região de Abruzzo, na Itália, onde as competições recomeçam já na próxima quinta-feira (7).

A sequência de etapas na Europa é fundamental para que os ciclistas somem pontos no ranking mundial e ganhem ritmo de prova contra os adversários que encontrarão em Paris. A expectativa é que o Brasil mantenha o alto rendimento e utilize a etapa italiana para ajustar detalhes táticos, especialmente nas trocas de ritmo e posicionamento de pelotão, que foram decisivos para o ouro de Chaman em Gistel.

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