Quarta avaliação de densidade larvária do ano começa nesta quinta feira (1º) e seguirá até 30 de outubro em diferentes bairros.
(Imagem: Raimundo Rosa/Arquivo/Reprodução)
Santos inicia nesta quinta-feira (1º) uma nova rodada de vistorias para descobrir onde o Aedes aegypti encontra condições mais favoráveis para se reproduzir na cidade. Até 30 de outubro, agentes de combate a endemias deverão entrar em aproximadamente 5,4 mil imóveis, em uma amostragem de cerca de 600 propriedades por bairro.
O trabalho integra a quarta Avaliação de Densidade Larvária de 2026 e será conduzido pelo Centro de Controle de Zoonoses e Vetor (CCZV), da Secretaria Municipal de Saúde. O objetivo não é apenas encontrar focos isolados, mas produzir um indicador capaz de mostrar quais regiões exigem maior intensidade de prevenção e controle.
Resultado ajuda a definir onde ações serão reforçadas
Durante as visitas, os agentes procuram recipientes e locais que possam acumular água e coletam amostras quando encontram larvas. Depois da análise, os dados são usados para calcular o Índice de Breteau, indicador que relaciona o número de imóveis pesquisados à quantidade de recipientes positivos para larvas.
O Ministério da Saúde considera satisfatório índice igual ou inferior a 1. Resultados entre 1 e 3,9 indicam situação de alerta, enquanto índice igual ou superior a 4 representa risco de surto. Esse diagnóstico ajuda o Município a direcionar mutirões, fiscalização e outras medidas para as áreas de maior atenção.
Vistoria será acompanhada de orientação aos moradores
Além da coleta de dados, a equipe de Informação, Educação e Comunicação realizará atividades educativas em diferentes pontos da cidade. A programação inclui orientações em policlínicas enquanto pacientes aguardam atendimento, além das ações rotineiras de fiscalização e prevenção.
O combate ao mosquito depende também do acesso dos agentes aos imóveis. Em mobilizações anteriores, a Prefeitura registrou recusas de entrada, situação que dificulta a identificação de criadouros em áreas residenciais. Os profissionais atuam identificados e orientam os moradores sobre como eliminar locais que possam acumular água.
Ralos, vasos, baldes e calhas estão entre os focos encontrados
Os levantamentos e mutirões realizados ao longo do ano mostram que criadouros podem estar em estruturas comuns das residências. Em uma ação recente no Boqueirão, por exemplo, agentes visitaram 1.410 imóveis e eliminaram 32 focos de larvas encontrados em ralos internos e externos, vasos de plantas, baldes, piscinas, entulho de construção e calhas.
Esses pontos reforçam a importância de inspeções frequentes dentro de casa. Ovos do Aedes podem permanecer aderidos às paredes de recipientes e voltar a se desenvolver quando entram novamente em contato com água.
Levantamento começa quinta-feira
A quarta avaliação de 2026 terá início às 8h30 de quinta-feira. No mesmo dia, às 9h, está prevista uma edição do Projeto Sala de Espera na Policlínica Rádio Clube. Na sexta-feira, as vistorias continuam e haverá nova ação educativa na Policlínica Ponta da Praia.
O resultado do levantamento permitirá comparar a situação dos bairros e orientar as próximas etapas de combate ao mosquito. O Aedes aegypti é vetor de doenças como dengue e chikungunya, e a redução dos criadouros continua sendo uma das principais medidas para interromper sua proliferação.