Miriam Poletto produz pães de mandioquinha e tortas artesanais que são sucesso de vendas em Itanhaém.
(Imagem: gerado por IA)
Em meio às incertezas que marcaram o início de 2020, muitos brasileiros precisaram se reinventar para garantir o sustento e ocupar a mente. Em Itanhaém, no Litoral Sul de São Paulo, Miriam Poletto encontrou na cozinha não apenas um refúgio, mas o alicerce para um negócio próspero que, cinco anos depois, tornou-se referência na gastronomia artesanal local. O segredo? Um cardápio que foge do óbvio, protagonizado por um pão de mandioquinha que conquistou o paladar da vizinhança.
O despertar do empreendedorismo na crise
A trajetória de Miriam começou de forma genuína durante o período de isolamento social. O que era um hábito doméstico transformou-se em uma oportunidade de mercado quando ela percebeu a demanda por produtos frescos, feitos com cuidado e entrega personalizada. Ao contrário das produções industriais de larga escala, Miriam apostou no toque caseiro e em ingredientes selecionados, focando em um nicho que valoriza o sabor autêntico.
Ela relata que a ideia de vender os salgados surgiu quase naturalmente. "A gente começa testando para a família, os amigos provam e dão o incentivo necessário. Quando percebi, já estava organizando as primeiras encomendas", relembra a empreendedora. A escolha por itens diferenciados, como as tortas salgadas recheadas e as esfihas artesanais, foi estratégica para se destacar em um mercado competitivo.
O diferencial: sabor e fidelização
O carro-chefe da produção é, sem dúvida, o pão de mandioquinha. Com uma textura mais leve e um sabor levemente adocicado que harmoniza com diversos acompanhamentos, o produto tornou-se o queridinho dos clientes de Itanhaém. Para Miriam, a consistência na qualidade é o que mantém a clientela fiel por mais de meia década.
Além dos pães, as tortas salgadas ganham destaque pela generosidade dos recheios e pela massa que derrete na boca. No empreendedorismo gastronômico, o "boca a boca" ainda é a ferramenta mais poderosa de divulgação, e Miriam sabe disso. Cada entrega é acompanhada de um cuidado que vai além do produto, estabelecendo uma conexão direta com quem consome.
Impacto local e visão de futuro
O sucesso de Miriam Poletto reflete uma tendência crescente na Baixada Santista: o fortalecimento da economia local através de pequenos produtores. Ao escolher comprar de empreendedores da região, o consumidor ajuda a girar a economia do bairro e garante acesso a alimentos sem os conservantes excessivos da indústria tradicional.
Hoje, consolidada em Itanhaém, Miriam encara o futuro com otimismo. O negócio que nasceu da necessidade durante a pandemia agora é uma prova de que a resiliência, aliada a um bom produto, é a receita ideal para o sucesso. Para quem deseja empreender, a história de Miriam deixa uma lição clara: começar com o que se tem, focar na qualidade e ouvir o cliente são os primeiros passos para transformar uma pequena cozinha em um grande empreendimento.
O desdobramento dessa história serve de inspiração para outros moradores da região que buscam autonomia financeira. A gastronomia artesanal de Itanhaém ganha fôlego com nomes como o de Miriam, mostrando que o sabor da dedicação é, de fato, o que faz a diferença no final do dia.