O veículo que estava preso na faixa de areia da Praia da Gaivota, em Itanhaém, no litoral de São Paulo, foi retirado pela Prefeitura.
(Imagem: Reprodução)
O carro que ficou soterrado na faixa de areia da Praia da Gaivota, em Itanhaém, foi retirado pela Prefeitura na sexta-feira (18). A remoção exigiu o uso de uma retroescavadeira e de um caminhão, depois de o veículo ficar preso, ser alcançado pela maré e terminar quase totalmente coberto por areia.
Imagens registradas antes da retirada mostraram o automóvel parcialmente submerso e, posteriormente, com grande parte da carroceria soterrada. O caso chamou atenção nas redes sociais e levantou novamente a discussão sobre circulação de veículos em áreas de praia.
Veículo teria atolado durante travessia
Segundo relatos de testemunhas, o carro teria sido deixado no local depois que um pescador tentou atravessar um trecho de rio com o veículo e ficou preso na areia.
Com a elevação da maré, a água alcançou o automóvel. A movimentação natural da areia fez com que o veículo fosse progressivamente coberto, o que aumentou a dificuldade da retirada.
Remoção exigiu maquinário pesado
A operação utilizou retroescavadeira para liberar o veículo e caminhão para o transporte. Esse tipo de procedimento precisa ser feito com cuidado para evitar vazamento de combustível, óleo e outros fluidos que possam contaminar a faixa de areia.
Veículos soterrados também podem representar risco físico a banhistas e danos ambientais caso permaneçam por muito tempo na praia.
Entrada de veículos é proibida
A Secretaria de Segurança Pública de Itanhaém informou que é proibida a entrada e permanência de veículos automotores na faixa de areia, salvo situações autorizadas relacionadas a serviços públicos ou atividades específicas previstas em regra municipal.
O Departamento de Trânsito informou que deverá lavrar a infração correspondente ao condutor.
Por que carros não devem circular na praia
Além do risco de atolamento, veículos podem atingir banhistas, crianças e animais, compactar a areia e afetar áreas utilizadas por fauna costeira. Em trechos próximos a rios e canais, a instabilidade do solo é ainda maior.
Mesmo veículos com tração adequada podem perder aderência rapidamente em areia saturada ou durante a subida da maré.
Maré pode transformar ocorrência simples em emergência
Um veículo preso em areia seca pode parecer apenas um problema mecânico. Quando a maré avança, porém, aumenta o risco de inundação, danos elétricos, deslocamento e contaminação.
A orientação é não tentar atravessar rios, canais ou trechos alagados de praia e acionar os órgãos responsáveis quando houver veículo imobilizado em área de risco.