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EUA formalizam Escudo das Américas com 12 países latino-americanos contra cartéis de drogas

08 mar 2026 - 19h15 Joice Gomes   atualizado às 19h19
EUA formalizam Escudo das Américas com 12 países latino-americanos contra cartéis de drogas Os Estados Unidos anunciaram o Escudo das Américas, coalizão com 12 nações latino-americanas para combater cartéis de drogas e ameaças externas como China e Rússia na América Latina. (Imagem: Divulgação/White House)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesse sábado (7) a criação do Escudo das Américas, uma coalizão militar com 12 países da América Latina. O evento ocorreu em Miami e reuniu líderes regionais para formalizar o acordo contra cartéis de drogas e influências estrangeiras.

O Escudo das Américas busca coordenar esforços de segurança, compartilhando inteligência e realizando operações conjuntas. Trump comparou a iniciativa à coalizão contra o ISIS no Oriente Médio, destacando o uso de força militar para erradicar redes criminosas transnacionais.

Países participantes do Escudo das Américas

Estiveram presentes os presidentes de Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. A ausência de nações como México e Brasil chama atenção, já que são rotas principais do narcotráfico.

  • Argentina, representada por Javier Milei.
  • El Salvador, com Nayib Bukele.
  • Paraguai, liderado por Santiago Peña.
  • Equador, sob Daniel Noboa.
  • Chile e demais participantes alinhados.

A Casa Branca publicou uma proclamação oficial, afirmando que os EUA treinarão forças parceiras para desmantelar cartéis. O documento também menciona a contenção de ameaças externas de fora do Hemisfério Ocidental.

Objetivos principais da coalizão

O foco principal do Escudo das Américas é combater cartéis que controlam territórios e influenciam sistemas políticos na região. Trump classificou essas organizações como terroristas, prometendo recursos significativos para sua destruição.

Além do narcotráfico, a iniciativa visa afastar influências de potências como China e Rússia, interpretada como parte da estratégia de guerra comercial dos EUA. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, destacou a reversão de infiltrações estrangeiras em negócios e tecnologias.

  • Compartilhamento de inteligência entre membros.
  • Treinamentos militares conjuntos pelos EUA.
  • Operações para destruir infraestrutura de cartéis.
  • Prevenção de imigração irregular ligada ao crime.

Na semana anterior, o secretário de Defesa Pete Hegseth ameaçou ações unilaterais se necessário, levantando debates sobre soberania regional. A coalizão surge em meio a pressões crescentes contra o narcotráfico, após classificações de cartéis como terroristas estrangeiros.

Posição do México e tensões regionais

O México, principal corredor de drogas para os EUA, não aderiu ao Escudo das Américas. Trump criticou o país, afirmando que os cartéis o controlam e que tudo entra pelos EUA via fronteira mexicana, apesar de elogiar a presidente Claudia Sheinbaum.

Sheinbaum defende coordenação como iguais, sem subordinação ou operações estrangeiras em solo mexicano. Pressões anteriores de Washington incluíram propostas de tropas americanas em batidas contra laboratórios de fentanil, rejeitadas por violarem a soberania.

Analistas apontam que sem México e Brasil, o impacto da coalizão pode ser limitado. Especialistas como Irene Mia, do International Institute for Strategic Studies, enfatizam a dificuldade de enfrentar o narcotráfico sem esses gigantes regionais.

Contexto geopolítico e próximos passos

O Escudo das Américas reforça a influência americana no hemisfério, reunindo líderes alinhados a Trump, muitos de orientação conservadora. Trump elogiou avanços na Venezuela sob Delcy Rodríguez e ameaçou mudanças em Cuba.

Os EUA designaram cartéis como terroristas, destinando recursos para medidas letais, como ações contra barcos de drogas no Caribe e Pacífico. A coalizão permite que membros solicitem assistência militar para atingir rotas de tráfico.

  • Monitoramento de gangues transnacionais.
  • Combate a influência chinesa em infraestrutura.
  • Coordenação contra terrorismo associado a cartéis.
  • Possíveis operações com drones ou forças especiais.

Os impactos práticos incluem maior presença militar americana na região via treinamentos e inteligência. Países participantes ganham apoio contra crime organizado, mas enfrentam críticas por potencial perda de autonomia. A longo prazo, o sucesso dependerá de adesões ampliadas e coordenação efetiva.

O anúncio ocorre em um momento de escalada na violência ligada a cartéis, como fugas em massa no México após mortes de líderes. Para os EUA, o foco é segurança fronteiriça, agora estendida a vizinhos.

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