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Ciência

Cientistas registram pela primeira vez lula-colossal viva em seu habitat natural no Atlântico Sul

30 mar 2026 - 15h26 Joice Gomes   atualizado às 15h29
Cientistas registram pela primeira vez lula-colossal viva em seu habitat natural no Atlântico Sul Equipe internacional registra pela primeira vez uma lula-colossal viva em seu habitat natural no Atlântico Sul, revelando imagens inéditas do invertebrado mais pesado do planeta. (Imagem: gerado por IA)

Uma equipe internacional de cientistas registrou pela primeira vez, em ambiente natural, um exemplar vivo da lula-colossal, considerada o invertebrado mais pesado do planeta. O registro ocorreu em águas profundas do Oceano Atlântico Sul, durante uma expedição científica voltada à exploração de regiões pouco conhecidas do fundo do mar.

Até então, a espécie era conhecida principalmente por restos encontrados em predadores ou por capturas ocasionais. O novo registro representa um avanço significativo na compreensão da biologia e do comportamento desse animal.

Filhote foi filmado a 600 metros de profundidade

As imagens mostram um filhote com cerca de 30 centímetros de comprimento, registrado a aproximadamente 600 metros de profundidade. O animal apresenta corpo translúcido e estrutura gelatinosa, características que facilitam sua adaptação ao ambiente de baixa luminosidade.

Os tentáculos longos e a coloração discreta reforçam sua capacidade de camuflagem em águas profundas, onde a luz solar não chega e a sobrevivência depende de estratégias de baixo consumo energético.

Espécie pode atingir até 500 quilos

A lula-colossal, de nome científico Mesonychoteuthis hamiltoni, pode alcançar até cerca de 7 metros de comprimento e pesar aproximadamente 500 quilos na fase adulta. Essas dimensões a colocam como o maior invertebrado em termos de massa já identificado.

A espécie habita regiões profundas próximas à Antártida, geralmente entre 700 e 2.000 metros, o que explica a raridade de registros diretos em ambiente natural.

Registro ocorreu durante expedição científica internacional

O avistamento foi realizado em março de 2025, durante uma expedição de cerca de 35 dias nas proximidades das Ilhas Sandwich do Sul. A missão integra uma iniciativa internacional voltada ao mapeamento da biodiversidade marinha em regiões remotas.

O registro foi possível com o uso de um veículo submersível operado remotamente, equipado com câmeras de alta resolução e iluminação controlada, capaz de observar organismos sem interferir diretamente no ambiente.

Importância para a ciência marinha

A gravação fornece dados inéditos sobre o comportamento da lula-colossal em seu habitat natural, incluindo padrões de flutuação e interação com a coluna d’água. Essas informações ajudam a preencher lacunas no conhecimento sobre a espécie.

Pesquisadores destacam que o registro confirma a presença ativa da espécie em regiões profundas e reforça a necessidade de ampliar estudos sobre ecossistemas oceânicos pouco explorados.

Desafios para estudar espécies de águas profundas

A observação direta de organismos como a lula-colossal é limitada por fatores como alta pressão, baixa temperatura e ausência de luz em grandes profundidades. Essas condições tornam expedições complexas e tecnologicamente exigentes.

Por isso, cada novo registro é considerado relevante para a construção de conhecimento sobre a vida marinha em ambientes extremos.

Espécie ainda guarda muitos mistérios

Apesar do avanço, diversos aspectos da lula-colossal permanecem desconhecidos, como seu ciclo de vida completo, comportamento reprodutivo e expectativa de vida. Também não há consenso definitivo sobre o tamanho máximo que pode atingir.

Especialistas acreditam que o avanço de tecnologias de exploração submarina poderá ampliar a frequência de registros e permitir estudos mais detalhados nos próximos anos.

Dados principais sobre a lula-colossal

  • Espécie: Mesonychoteuthis hamiltoni;
  • Maior invertebrado em massa conhecido;
  • Pode atingir até 7 metros e cerca de 500 quilos;
  • Habita profundidades entre 700 e 2.000 metros;
  • Filhote registrado tinha cerca de 30 cm;
  • Registro foi feito no Atlântico Sul com veículo submersível.
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