Caixa paga hoje Bolsa Família a NIS final 5.
(Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo)
A Caixa Econômica Federal inicia nesta terça-feira (24) o pagamento da parcela de março do Bolsa Família para beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) terminando em 5. O valor mínimo garantido é de R$ 600 por família, mas com os adicionais o benefício médio chega a R$ 683,75.
No total, o programa atende 18,73 milhões de famílias este mês, com um investimento de R$ 12,77 bilhões do governo federal. Os repasses seguem o calendário escalonado, baseado no dígito final do NIS, nos últimos dez dias úteis de março.
Adicionais elevam o valor do benefício
O Bolsa Família oferece benefícios extras para reforçar a proteção a grupos vulneráveis. O Benefício Primeira Infância paga R$ 150 por criança de até 6 anos incompletos, enquanto o Benefício Variável Familiar Nutriz destina R$ 50 a mães de bebês de até 6 meses. Há ainda R$ 50 para gestantes, nutrizes e cada filho de 7 a 18 anos.
Esses acréscimos são cumulativos e dependem da composição familiar registrada no Cadastro Único (CadÚnico). Famílias com mais crianças pequenas podem receber valores bem acima do piso, ajudando a combater a insegurança alimentar e promover o desenvolvimento infantil.
Calendário completo de pagamentos em março
Os depósitos começaram no dia 18 para NIS final 1 e prosseguem até 31 de março. Beneficiários podem consultar datas, valores e composição no app Caixa Tem, que também permite movimentação digital sem custos.
- NIS final 1: 18/03
- NIS final 2: 19/03
- NIS final 3: 20/03
- NIS final 4: 23/03
- NIS final 5: 24/03
- NIS final 6: 25/03
- NIS final 7: 26/03
- NIS final 8: 27/03
- NIS final 9: 30/03
- NIS final 0: 31/03
Em dezembro, o calendário é antecipado, mas para os demais meses segue o padrão dos últimos dez dias úteis. Manter o CadÚnico atualizado é essencial para evitar bloqueios.
Pagamento unificado em áreas de emergência
Para agilizar o auxílio em regiões afetadas por desastres, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social unificou os pagamentos no dia 18 para 171 municípios em nove estados. A medida beneficia 381,93 mil famílias com R$ 263,26 milhões, independentemente do NIS.
Estiagens no Nordeste afetam 126 cidades no Rio Grande do Norte, 17 na Bahia e nove em Sergipe. Chuvas intensas impactam Juiz de Fora, Ubá, Patrocínio do Muriaé e Formiga (MG), além de Barra Mansa, Cantagalo, Itaperuna e Nova Iguaçu (RJ). No Paraná, Quedas do Iguaçu recebe suporte extra.
No Norte, territórios indígenas como Yanomami em Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira (AM), e Amajari, Alto Alegre, Boa Vista, Caracaraí, Iracema e Mucajaí (RR) têm prioridade. Durante o período unificado, revisões cadastrais ficam suspensas para evitar interrupções.
Regra de proteção garante transição suave
Cerca de 2,35 milhões de famílias estão na regra de proteção em março, recebendo em média R$ 368,97, ou 50% do benefício integral. A norma permite continuidade por até dois anos (ou um ano para ingressos a partir de junho de 2025) quando a renda per capita ultrapassa R$ 218 mas fica até meio salário mínimo por pessoa.
Essa proteção evita a exclusão abrupta de quem conquista emprego formal, alinhando-se à linha de pobreza internacional. Em 2024, a Lei 14.601/2023 eliminou o desconto do Seguro Defeso, beneficiando pescadores artesanais.
Impactos e condicionalidades do programa
O Bolsa Família exige cumprimento de condicionalidades para manter o benefício: frequência escolar mínima para crianças e adolescentes, e acompanhamento de saúde para gestantes, bebês e nutrizes via SUS. Essas regras fortalecem o acesso a direitos básicos e quebram o ciclo de pobreza intergeracional.
Dados recentes mostram redução da fome em lares chefiados por mulheres e que 60,7% dos beneficiários saem do programa em dez anos por melhora de renda. O Fundo Monetário Internacional (FMI) destaca que o auxílio não desestimula a inserção feminina no mercado de trabalho.
Famílias devem atualizar dados no CRAS a cada 24 meses ou após mudanças. Dúvidas podem ser resolvidas no Disque Social 121 ou 111 da Caixa. O programa segue como pilar da assistência social, adaptando-se a desafios climáticos e econômicos.
Com o calendário de 2026 já definido, beneficiários planejam melhor suas finanças. O foco em vulneráveis reforça a rede de proteção social em um país de desigualdades regionais acentuadas.