Trabalhadores que atuaram entre 1971 e 1988 podem realizar o saque das cotas esquecidas via aplicativo ou agências da Caixa.
(Imagem: gerado por IA)
Milhares de brasileiros ganharam um motivo para conferir o saldo bancário nesta semana. A Caixa Econômica Federal iniciou, nesta segunda-feira (27), o pagamento de um novo lote de valores esquecidos do antigo fundo PIS/Pasep. O montante é destinado a quem trabalhou com carteira assinada ou no serviço público entre 1971 e 1988 e ainda possui cotas a receber.
Nesta rodada específica, o dinheiro cai na conta de quem formalizou o pedido de ressarcimento até o dia 31 de março. O valor não é simbólico: segundo dados da instituição, o pagamento médio varia entre R$ 2,8 mil e R$ 2,9 mil, dependendo diretamente do tempo de serviço e do salário recebido naquela época.
Quem tem direito ao resgate?
É fundamental não confundir esse pagamento com o abono salarial pago anualmente. O que está sendo liberado agora são as cotas de um fundo que foi extinto em 2020 e cujos recursos foram transferidos para o FGTS. Têm direito ao saque:
- Trabalhadores do setor privado (PIS) com carteira assinada entre 1971 e 1988;
- Servidores públicos (Pasep) que atuaram no mesmo período;
- Herdeiros e dependentes legais, caso o titular já tenha falecido.
Muitas pessoas sequer sabem que possuem esse crédito, pois o fundo parou de receber novas contribuições após a Constituição de 1988. No entanto, o dinheiro continua rendendo e pertence ao trabalhador ou aos seus sucessores.
Passo a passo para consultar e sacar
A consulta pode ser feita de forma rápida e totalmente digital, evitando filas desnecessárias. O caminho mais simples é pelo portal Repis Cidadão, utilizando o login da conta Gov.br (níveis prata ou ouro). Basta informar o CPF e o sistema indicará imediatamente se há saldo disponível.
Para quem prefere a mobilidade, o aplicativo do FGTS também oferece a opção. Dentro do app, procure por "Meus Saques", selecione "Outras Situações de Saque" e escolha a opção relativa ao PIS/Pasep. Se houver valores, o pedido pode ser feito ali mesmo, com o envio de fotos dos documentos necessários.
O pagamento é realizado preferencialmente via crédito em conta na Caixa. Caso o beneficiário não possua conta no banco, a instituição abre automaticamente uma poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.
Atenção ao prazo final
Embora os lotes de pagamento sigam um calendário mensal baseado na data do pedido, existe um prazo limite que não pode ser ignorado. O trabalhador ou herdeiro tem até setembro de 2028 para reivindicar o dinheiro. Após essa data, os valores que não forem sacados serão incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, e não haverá mais possibilidade de recuperação.
Para as famílias de trabalhadores falecidos, o processo exige documentos que comprovem o vínculo, como certidão de dependentes ou alvará judicial. A orientação da Caixa é que a consulta seja feita o quanto antes para garantir que toda a documentação esteja em ordem antes do encerramento das rodadas de pagamento.