Corinthians e Arsenal decidem a Copa das Campeãs da FIFA, primeiro Mundial de Clubes Feminino.
(Imagem: Corinthians futebol feminino/ Instagram)
Este domingo marca um capítulo histórico no futebol feminino. O Corinthians enfrenta o Arsenal pela final da Copa das Campeãs da FIFA, o primeiro torneio mundial de clubes da modalidade organizado pela entidade máxima do esporte.
A partida acontece às 15h (horário de Brasília), no icônico Emirates Stadium, em Londres, casa das inglesas. As Brabas chegam embaladas após vitória por 1 a 0 sobre o Gotham FC na semifinal, com gol de Gabi Zanotti.
Do outro lado, o Arsenal goleou o ASFAR, do Marrocos, por 6 a 0 e tem o fator casa a seu favor. Esse será o primeiro confronto oficial entre os dois times, prometendo um duelo de gigantes continentais.
Primeiro Mundial reúne campeãs continentais
A Copa das Campeãs da FIFA é um marco para o futebol feminino global. O torneio reúne as seis campeãs continentais em formato eliminatório, com fase decisiva em Londres entre 28 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026.
O Corinthians, hexacampeão da Libertadores Feminina, representa a Conmebol e entra direto nas semifinais. O Arsenal, vencedor da Champions League da Uefa, também avança direto e chega como favorito após campanha dominante na Europa.
Na primeira fase, o vencedor entre Ásia e Oceania enfrentou a África, definindo o último semifinalista. O formato inovador iguala o Mundial masculino, elevando o nível das competições de clubes femininas.
- Semifinal 1: Gotham FC (Concacaf) 0 x 1 Corinthians
- Semifinal 2: Arsenal 6 x 0 ASFAR (Caf)
- Disputa de 3º lugar: Gotham x ASFAR, às 11h45
- Final: Corinthians x Arsenal, às 15h
Arsenal, o melhor time do mundo em 2025
O Arsenal não é apenas o anfitrião, mas o atual detentor do título de melhor clube feminino do planeta. A equipe inglesa foi eleita na premiação Bola de Ouro da France Football em 2025, superando gigantes como Barcelona e Lyon.
As Gunners reconquistaram a Champions League após 18 anos, batendo o Barcelona na final por 1 a 0, com gol de Stina Blackstenius. Na liga inglesa, ficaram em segundo, mas brilharam na Europa com estrelas como Alessia Russo, artilheira com 20 gols na temporada.
Reforços milionários marcam o projeto: em 2025, o clube pagou 1 milhão de libras pela canadense Olivia Smith, recorde histórico no futebol feminino. Mariona Caldentey, ex-Barcelona, também chega para turbinar o ataque comandado pela holandesa Renée Slegers.
Provável escalação do Arsenal: Anneke Borbe; Smilla Holmberg, Lotte Wubben-Moy, Laia Codina e Taylor Hinds; Frida Maanum, Mariona Caldentey e Victoria Pelova; Bethany Mead, Olivia Smith e Stina Blackstenius (Alessia Russo).
Corinthians sonha com taça inédita na rica história
As Brabas vivem momento de ouro. O Corinthians é o maior vencedor da Libertadores Feminina, com seis títulos, e domina o Brasileiro com sete conquistas. Fundado em 1997 e reativado em 2016, o time acumula troféus como Copa do Brasil e Paulistão.
Internacionalmente, o retrospecto é positivo contra americanas: duas vitórias e uma derrota em três jogos. Agora, pela primeira vez desde a reativação, enfrentam europeias em duelo oficial, com técnico Lucas Piccinato apostando na escalação da semi.
Provável Corinthians: Letícia; Gi Fernandes, Thais Ferreira, Letícia Teles e Tamires; Duda Sampaio, Andressa, Gabi Zanotti e Ana Vitória; Belén Aquino e Jaqueline Ribeiro. A preparação priorizou recuperação física após a semi.
Uma curiosidade histórica: em 2014, um time brasileiro, o São José, venceu o Arsenal por 2 a 0 na International Women's Club Championship. As Brabas buscam repetir o feito e coroar a campanha com o título.
Onde assistir e expectativa para o duelo
A transmissão no Brasil fica por conta da CazéTV e plataformas de streaming da FIFA. Milhares de torcedores corintianos viajam a Londres, lotando setores do Emirates Stadium.
O jogo promete intensidade: o poder ofensivo do Arsenal contra a solidez defensiva das Brabas. Uma vitória colocaria o Corinthians no topo do mundo, unindo América do Sul e Europa em uma final épica da Copa das Campeãs da FIFA.
Com elencos estrelados e história para construir, o futebol feminino ganha visibilidade global. Quem levantará o troféu inaugural? A resposta sai em poucas horas.
O momento é de tensão e orgulho para as jogadoras. Treinos táticos, recuperação muscular e foco mental definiram a semana. Piccinato elogia a maturidade do grupo, enquanto Slegers destaca o apoio da torcida inglesa.
Estrelas como Gabi Zanotti, heroína da semi, e Russo, vice-artilheira da Champions, serão decisivas. O Brasil acompanha de olhos grudados nas telas, torcendo pelo primeiro título mundial oficial do Corinthians feminino.
A Copa das Campeãs da FIFA impulsiona investimentos na modalidade. Premiações milionárias, transmissões globais e público recorde mostram o crescimento exponencial. Para o Corinthians, é chance de ouro para brilhar no cenário internacional.
Arsenal chega com pressão de favorito, mas as Brabas provaram resiliência ao eliminar o Gotham. O Emirates, com capacidade para 60 mil, deve pulsar com a rivalidade inédita.
Histórico do Corinthians no feminino impressiona: tricampeão brasileiro consecutivo em 2021, com tríplice coroa incluindo Libertadores e Paulista. Agora, o sétimo planeta na vitrine de troféus.
As inglesas investem pesado: além de Smith, contratações como Codina reforçam o elenco multicontinental. Russo marcou oito na Champions, dividindo holofotes com Blackstenius na final europeia.
Para os fãs, o jogo é imperdível. Horário nobre na Europa, tarde perfeita no Brasil. A final da Copa das Campeãs da FIFA pode mudar trajetórias e inspirar novas gerações.