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Vendas de veículos novos caem 0,38% em janeiro de 2026, revela Fenabrave; motocicletas impulsionam mercado apesar de retração em caminhões

03 fev 2026 - 16h51 Joice Gomes   atualizado às 17h02
Vendas de veículos novos caem 0,38% em janeiro de 2026, revela Fenabrave; motocicletas impulsionam mercado apesar de retração em caminhões Confira os números das vendas de veículos novos em janeiro de 2026 (Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil)

As vendas de veículos novos no Brasil registraram uma leve queda de 0,38% em janeiro de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. De acordo com a Fenabrave, federação que representa as concessionárias, foram comercializadas 170,5 mil unidades, abrangendo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. A retração de 38,96% em relação a dezembro de 2025 é sazonal, típica do início do ano.

Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, enfatizou a resiliência do setor. "Mesmo com menos dias úteis, o mercado demonstra manutenção da demanda", afirmou ele em nota oficial. O cenário de crédito apertado, com juros elevados, continua desafiando os compradores.

Emplacamentos totais crescem

Considerando todos os segmentos, incluindo motocicletas e implementos, os emplacamentos somaram 366.713 unidades em janeiro, alta de 7,42% ante janeiro de 2025. Houve um dia útil a menos no calendário, o que torna o resultado ainda mais positivo. Comparado a dezembro, a queda foi de 25,54%, padrão para o período de férias.

Esse desempenho inicial reforça as projeções otimistas para 2026. A Fenabrave estima crescimento de 3% nas vendas de veículos novos ao longo do ano, podendo chegar a 2,77 milhões de unidades nos leves, caminhões e ônibus. Fatores como o Marco Legal das Garantias e programas governamentais devem impulsionar o setor.

Motocicletas lideram expansão

O segmento de motocicletas foi o destaque, com crescimento de 17,49% em relação a janeiro de 2025 e queda de 7,57% ante dezembro. A demanda por entregas e mobilidade individual explica o boom, além do uso crescente de consórcios. Modelos como a Honda CG 160 lideram o ranking inicial do ano.

  • Aumento ligado a mudanças no perfil de mobilidade urbana.
  • Consórcios ganham espaço como forma acessível de compra.
  • Novas regras para motos elétricas entram em vigor, exigindo CNH e emplacamento para velocidades acima de 50 km/h.

"Trata-se de um movimento consistente no comportamento do consumidor", comentou Arcelio Junior. Em 2025, o setor já mostrava força, e janeiro confirma a tendência.

Caminhões enfrentam retração

O mercado de caminhões registrou queda acentuada de 34,67% em janeiro, impactado pela atividade econômica e custos de crédito. O Programa Move Brasil, que oferece linhas de financiamento, ainda não reflete nos números, mas é esperado para os próximos meses. Caminhões pesados, 45% do mercado, devem se beneficiar mais.

Em 2025, as vendas de caminhões caíram 9%, mas há otimismo com o Move Brasil para estabilizar o setor em 2026. Agronegócio e logística são fatores chave para recuperação.

Veículos leves se mantêm estáveis

Automóveis e comerciais leves tiveram aumento de 1,64% ante janeiro de 2025, com queda de 39,17% em relação a dezembro. O desempenho é considerado estável, sensível ao financiamento, mas sustentável. Híbridos e elétricos crescem, com alta de 77% e 29% em 2025, respectivamente.

A Fenabrave projeta 2,6 milhões de unidades para leves em 2026, crescimento de 3%. Endividamento familiar e Selic alta limitam avanços maiores, mas programas como Carro Sustentável podem ajudar.

O mercado automotivo brasileiro inicia 2026 com bases sólidas, apesar dos desafios. A vendas de veículos novos em janeiro reflete um equilíbrio entre retrações sazonais e forças setoriais. Analistas monitoram juros e programas públicos para o resto do ano.

Em resumo, as vendas de veículos novos mostram que o consumidor brasileiro segue engajado, priorizando opções acessíveis como motos e mantendo estabilidade nos leves. Caminhões aguardam impulso governamental. Para concessionárias, o foco está em consórcios e financiamento criativo.

Os dados da Fenabrave servem de termômetro para a economia. Com inflação controlada e possível corte na Selic, fevereiro pode trazer números melhores nas vendas de veículos novos. O setor contribui para empregos e cadeia produtiva, essencial para o PIB.

Outros destaques incluem a valorização de 2,51% nos valores venais para IPVA 2026 em São Paulo, sinalizando mercado aquecido. Veículos eletrificados ganham espaço, alinhados à sustentabilidade.

  • Vendas de veículos novos: 170,5 mil unidades (-0,38%).
  • Emplacamentos totais: 366.713 (+7,42%).
  • Motocicletas: +17,49%.
  • Caminhões: -34,67%.
  • Leves: +1,64%.

Esses indicadores posicionam o Brasil como mercado relevante na América Latina. Fabricantes investem em produção local, gerando confiança. Fique ligado para atualizações mensais da Fenabrave.

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