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Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago e muda cálculo do INSS, seguro-desemprego e benefícios sociais em 2026

02 fev 2026 - 10h09 Joice Gomes   atualizado às 10h19
Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago e muda cálculo do INSS, seguro-desemprego e benefícios sociais em 2026 O novo salário mínimo de R$ 1.621 em 2026 reajusta benefícios do INSS, seguro-desemprego e salário-família, impactando milhões de brasileiros em todo o país. (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O salário mínimo de R$ 1.621 começou a ser pago oficialmente nesta segunda-feira (2), marcando o primeiro contracheque de 2026 com o novo valor para trabalhadores que recebem o piso nacional.

O reajuste foi de 6,79%, o que representa um aumento de R$ 103 em relação ao valor anterior, e segue a política de valorização que combina inflação e crescimento da economia, dentro dos limites do arcabouço fiscal.

Com a mudança, não são apenas os trabalhadores formais que sentem o efeito do novo salário mínimo: aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e outros benefícios atrelados ao piso também foram atualizados.

Segundo o governo, a medida tem impacto direto na renda das famílias e nas contas públicas, movimentando a economia, mas também elevando despesas com Previdência e benefícios sociais.

Na prática, milhões de brasileiros passam a ter algum tipo de ganho, enquanto empresas e o próprio governo precisam se adaptar aos novos valores, tanto em folha de pagamento quanto em arrecadação e gastos obrigatórios.

Como fica o valor do salário mínimo em 2026

O novo salário mínimo em 2026 foi fixado em R$ 1.621 por mês, valor que passa a ser referência para contratos de trabalho, benefícios previdenciários e programas assistenciais.

Convertido em outras bases de cálculo, o piso corresponde a R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora trabalhada, o que é fundamental para empregados diaristas, temporários e trabalhadores com jornadas parciais.

O reajuste de 6,79% foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025, que aplica a fórmula que soma a inflação medida pelo INPC de 4,18% ao crescimento real do PIB, limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal.

Esse modelo busca preservar o poder de compra do salário mínimo e, ao mesmo tempo, impedir que o aumento de gastos obrigatórios pressione demais o orçamento público federal.

Com o piso mais alto, trabalhadores que estavam recebendo o valor anterior passam automaticamente para os R$ 1.621, enquanto categorias com pisos superiores podem usar o reajuste como referência em negociações coletivas.

Impacto do novo piso na economia e nas contas públicas

O Dieese estima que o novo salário mínimo de R$ 1.621 impacta diretamente 61,9 milhões de pessoas, incluindo trabalhadores formais, informais, aposentados e beneficiários de programas sociais.

O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026, reforçando o consumo das famílias, especialmente daquelas com renda mais baixa, que tendem a destinar quase tudo o que ganham ao consumo básico.

O governo federal calcula que, somando o reajuste do salário mínimo e medidas de isenção de Imposto de Renda, o impacto combinado chega a cerca de R$ 110 bilhões movimentando a atividade econômica.

Por outro lado, há custo adicional relevante para os cofres públicos: apenas na Previdência Social, o aumento do piso deve gerar uma despesa extra estimada em R$ 39,1 bilhões neste ano.

Esse equilíbrio entre estímulo à renda e responsabilidade fiscal é um dos pontos centrais do debate sobre a política de valorização do salário mínimo e sua sustentabilidade no médio e longo prazo.

O que muda para aposentadorias, INSS e contribuições

Para quem recebe benefício do INSS no valor do piso, o novo salário mínimo significa um reajuste integral de 6,79%, elevando aposentadorias e pensões para R$ 1.621.

Já os benefícios acima do piso tiveram correção de 3,90%, equivalente à inflação medida pelo INPC de 2025, com o teto previdenciário passando para R$ 8.475,55.

Nas contribuições dos trabalhadores com carteira assinada ao INSS, permanecem as alíquotas progressivas por faixa de salário: 7,5% até R$ 1.621; 9% entre R$ 1.621,

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