A maranhense Rayssa Leal garantiu vaga na final do street feminino do Campeonato Mundial de skate, disputado em São Paulo. Neste sábado, 7 de março de 2026, a atleta de 18 anos somou 142.52 pontos na semifinal e ficou em segundo lugar, atrás apenas da japonesa Coco Yoshizawa, com 146.07.

O evento encerra a temporada 2025 da World Skate e distribui pontos cruciais para o ranking olímpico dos Jogos de Los Angeles 2028. Rayssa, atual líder do ranking mundial street, entra como favorita ao terceiro título consecutivo, após vitórias em 2022 e 2024.

Na semifinal, Rayssa brilhou com uma volta de 67.24 pontos e uma manobra de 75.28, incluindo um bluntslide frontside bem executado. A brasileira será a única representante do país na decisão, marcada para este domingo, às 11h15, no Parque Cândido Portinari.

Desempenho na semifinal

A semifinal do street feminino reuniu as melhores do mundo, com domínio asiático. Rayssa optou por linhas seguras e de alta execução, garantindo consistência em um dia marcado por ventos fortes em São Paulo.

Gabi Mazetto, outra brasileira, terminou em 12º lugar com 102.22 pontos e não avançou. A final contará com quatro japonesas, duas chinesas, uma francesa e a brasileira, prometendo disputa acirrada pelo pódio.

  • Yoshizawa Coco (Japão): 146.07 pontos
  • Rayssa Leal (Brasil): 142.52 pontos
  • Matsumoto Ibuki (Japão): 135.82 pontos
  • Zhu Yuanling (China): 133.91 pontos
  • Nakayama Funa (Japão): 132.88 pontos
  • Cui Chenxi (China): 132.23 pontos
  • Lucie Schoonheere (França): 129.49 pontos
  • Onishi Nanami (Japão): 129.47 pontos

Trajetória de Rayssa Leal no skate

Rayssa Leal explodiu no cenário mundial aos sete anos, com um vídeo viral de heelflip vestida de fadinha. Aos 11, tornou-se a mais jovem vencedora de uma etapa da Street League Skateboarding, em Los Angeles.

A maranhense acumula 27 títulos internacionais aos 18 anos, incluindo bicampeonato mundial street, quatro Super Crowns na SLS e medalhas olímpicas: prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024. Em 2025, venceu a primeira etapa do circuito mundial em Sydney.

Seu estilo agressivo, com manobras de alto grau de dificuldade, a coloca como referência. Rayssa já é tetracampeã da SLS, feito inédito, e pentacampeã do STU no Rio de Janeiro, além de duas ouros nos X Games.

Impacto no ranking olímpico

O Mundial de skate em São Paulo inicia o ciclo para Los Angeles 2028 com força. Pontos aqui fortalecem a qualificação brasileira, onde Rayssa lidera o ranking street feminino com mais de 104 mil pontos acumulados.

Uma medalha consolidaria sua posição e inspiraria novas gerações no Brasil, potência no skate desde a estreia olímpica. O país busca repetir o pódio de Paris e ampliar vagas para a América no continente.

No masculino, a semifinal street foi interrompida por ventos e retomada no domingo, às 8h40. Wallace Gabriel (145.41 pontos) e Gabryel Aguilar (104.91) lideram brasileiros na espera pela final.

O que esperar da final

Rayssa enfrenta rivais experientes como Coco Yoshizawa, campeã olímpica em Paris, e Ibuki Matsumoto, consistente em voltas longas. A pressão de competir em casa pode motivar, mas ventos persistem como fator imprevisível.

Uma vitória traria o tricampeonato mundial street, elevando Rayssa a lenda viva aos 18 anos. O Brasil celebra o momento com apoio maciço no parque, reforçando o esporte como ferramenta de inclusão social.

O Mundial destaca o crescimento do skate feminino, com japonesas e chinesas elevando o nível técnico. Para Rayssa, o foco vai além do ouro: acumular pontos para defender o posto de referência global rumo a 2028.

Atualizações da final serão transmitidas ao vivo, permitindo que fãs acompanhem cada manobra. O evento reforça São Paulo como capital do skate, sediando edições consecutivas de alto impacto.