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Copa 2026

EUA buscam protagonismo e fator casa em grupo de equilíbrio total

Os Estados Unidos entram na Copa de 2026 com o peso de anfitriões e um elenco amadurecido. Confira a análise do Grupo D, com Turquia, Austrália e Paraguai.

04 jun 2026 - 08h24 Joice Gomes   atualizado às 08h27
Copa 2026: EUA buscam protagonismo e fator casa em grupo de equilíbrio total Christian Pulisic é a principal esperança dos Estados Unidos para liderar a seleção no Mundial de 2026. (Imagem: gerado por IA)

O cenário do futebol nos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026 é drasticamente diferente daquele encontrado em 1994. Se há três décadas o país ainda engatinhava na compreensão do esporte, hoje a realidade é de estádios lotados, uma liga local consolidada e uma seleção repleta de jogadores atuando no primeiro escalão europeu. Cabeça de chave do Grupo D, a seleção americana terá o desafio de transformar essa empolgação em resultados dentro de campo, enfrentando um agrupamento que, embora não conte com um "gigante" histórico, é apontado por analistas como um dos mais imprevisíveis da competição.

O fator Pochettino e a maturidade de Pulisic

Diferente de ciclos anteriores, os Estados Unidos chegam a este Mundial com uma identidade tática mais clara, agora sob a batuta do experiente técnico argentino Mauricio Pochettino. A escolha por um treinador de renome internacional reflete a ambição da federação em não apenas participar, mas competir em alto nível. Dentro das quatro linhas, a esperança repousa em Christian Pulisic. Aos 27 anos e vivendo uma fase sólida no Milan, o ponta carrega a experiência de quem já venceu a Champions League e agora assume o papel de líder técnico indiscutível.

Ao lado dele, o jovem Gio Reyna, do Borussia Mönchengladbach, surge como a peça criativa fundamental. A capacidade de Reyna de ditar o ritmo do jogo será crucial para que os americanos consigam furar as defesas bem estruturadas de seus adversários de grupo. Com a expectativa de jogos sempre com ingressos esgotados, a pressão será um componente presente em cada minuto da fase inicial.

Paraguai: a conexão com o futebol brasileiro

O primeiro obstáculo dos anfitriões será o Paraguai, uma equipe que se tornou familiar aos olhos dos torcedores brasileiros. Comandada por Gustavo Alfaro, a seleção paraguaia é quase uma extensão do nosso campeonato nacional. Nomes como Gustavo Gómez, do Palmeiras, e Matías Villasanti, do Grêmio, formam a espinha dorsal de um time que se notabiliza pela solidez defensiva e pelo espírito combativo.

Os "Guaranis" garantiram sua vaga com uma campanha resiliente nas Eliminatórias Sul-Americanas, sofrendo pouquíssimas derrotas. Para o Paraguai, a Copa de 2026 representa a chance de voltar a brilhar em palcos globais após um período de ausência, utilizando a força física e a bola parada como suas principais armas de desequilíbrio.

A ameaça turca e o talento de Arda Güler

Se o grupo tem uma seleção capaz de ser a "sensação" do torneio, esta é a Turquia. Após buscar a classificação na repescagem europeia, a equipe dirigida pelo italiano Vincenzo Montella chega com uma safra de talentos que desperta inveja em grandes potências. O nome central é Arda Güler, a joia do Real Madrid. Com apenas 21 anos, Güler possui uma visão de jogo e uma precisão em chutes de média distância que podem decidir partidas em um lance isolado.

A Turquia combina essa juventude atrevida de Güler e Kenan Yıldız (Juventus) com a experiência de Hakan Çalhanoğlu, maestro da Inter de Milão. É uma equipe que gosta da posse de bola e que não se intimida com ambientes hostis, o que promete um duelo tático fascinante contra o estilo mais vertical dos americanos.

Austrália: a força do conjunto

Correndo por fora, mas longe de ser descartada, a Austrália de Tony Popovic aposta na continuidade do trabalho que surpreendeu o mundo no Catar em 2022. Os "Socceroos" mantêm a base física e o jogo aéreo eficiente, liderados pelo experiente goleiro Mathew Ryan. É uma equipe que sabe sofrer e que costuma punir adversários que deixam espaços em contra-ataques rápidos.

O Grupo D desenha-se como uma batalha de estilos: a verticalidade dos EUA, a resistência do Paraguai, a técnica refinada da Turquia e o vigor físico da Austrália. Para os donos da casa, avançar em primeiro não é apenas uma questão de prestígio, mas o passo necessário para evitar cruzamentos precoces contra potências tradicionais e manter vivo o sonho de uma campanha histórica em solo americano.

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