Folarin Balogun comemora um de seus dois gols na vitória dos EUA sobre o Paraguai no SoFi Stadium.
(Imagem: gerado por IA)
A estreia dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026 foi exatamente o que a FIFA e os organizadores locais sonharam: um espetáculo de entretenimento, celebridades e, principalmente, um futebol dominante. Jogando em casa, no luxuoso SoFi Stadium, em Los Angeles, os comandados de Maurício Pochettino não deram chances ao Paraguai, vencendo por 4 a 1 em uma noite inspirada do atacante Folarin Balogun.
O preço da festa e o brilho pop
Antes de a bola rolar, o clima era de Super Bowl. A cerimônia de abertura para o público norte-americano trouxe um tempero global com a presença da brasileira Anitta, que dividiu o palco com a sul-africana Tyla, o rapper Rema e Lisa, estrela do K-Pop. Já nos minutos finais do aquecimento, Katy Perry incendiou a arquibancada com o tema oficial do torneio, elevando a energia dos 70.492 presentes.
Entretanto, para estar ali, o torcedor precisou abrir a carteira. Os ingressos oficiais mais baratos foram comercializados pela FIFA por salgados 1.120 dólares (cerca de R$ 5.500). Setores premium, na beira do gramado, ultrapassaram a marca de R$ 9.500. Mesmo com os altos valores e uma sobra de 4.400 bilhetes na véspera, o mercado de revenda foi acionado e o estádio pulsou em vermelho, azul e branco.
Primeiro tempo: O rolo compressor norte-americano
Dentro das quatro linhas, a superioridade técnica dos EUA ficou evidente desde o apito inicial. Logo aos 6 minutos, Pulisic, o capitão e referência do time, fez jogada individual pela ponta e cruzou. A bola desviou em Bobadilla e morreu no fundo das redes: um gol contra que abriu o caminho para a goleada. O susto inicial desestabilizou o Paraguai de Gustavo Alfaro, que se viu acuado pela velocidade de Dest e McKennie.
O destaque absoluto da partida foi Folarin Balogun. Após ter um gol anulado por impedimento aos 27 minutos, o atacante não se abateu. Três minutos depois, ele aproveitou cruzamento rasteiro e finalizou com precisão para ampliar. Já nos acréscimos da primeira etapa, Balogun anotou uma pintura: recebeu em profundidade, limpou a marcação e acertou o ângulo do goleiro Gill, levando o placar para 3 a 0 antes do intervalo.
Gestão de energia e o toque final de Reyna
Na volta para a segunda etapa, com o resultado praticamente selado, Pochettino optou por preservar suas principais estrelas. Pulisic e Balogun deixaram o campo sob aplausos, pensando já no próximo confronto contra a Austrália. Essa queda natural de intensidade permitiu que o Paraguai respirasse. Aos 27 minutos, Maurício brasileiro naturalizado paraguaio aproveitou um vacilo defensivo para chutar cruzado e diminuir o prejuízo.
O gol paraguaio, contudo, não passou de um susto. Os Estados Unidos retomaram o controle do meio-campo e, já nos acréscimos, fecharam a conta com estilo. Giovanni Reyna, que entrou no segundo tempo, invadiu a área e, com um toque de trivela digno de craque, marcou o quarto gol, selando o 4 a 1 definitivo.
O que esperar da sequência
Para os Estados Unidos, a vitória não traz apenas três pontos, mas a validação de um projeto que tenta, enfim, transformar o "soccer" em uma paixão nacional definitiva. A performance sólida coloca os americanos como favoritos destacados do Grupo D. Já para o Paraguai, que conta com diversos jogadores atuando no futebol brasileiro, resta a missão de corrigir as falhas defensivas antes de enfrentar a Turquia no dia 19 de junho, em São Francisco, para manter vivo o sonho da classificação.