Raphinha deixou o campo ainda no primeiro tempo contra o Haiti e passará por tratamento intensivo nos Estados Unidos.
(Imagem: gerado por IA)
O sinal de alerta foi ligado no departamento médico da Seleção Brasileira. O que era apenas um receio após a vitória contra o Haiti transformou-se em uma preocupação real para a sequência da Copa do Mundo de 2026. Neste sábado (20), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que o atacante Raphinha sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita, o que o torna um desfalque imediato e uma incógnita para o restante do torneio no curto prazo.
A lesão ocorreu ainda no primeiro tempo da partida realizada na última sexta-feira. Raphinha, que vinha sendo uma das peças mais dinâmicas do esquema de Dorival Júnior por sua verticalidade e dedicação defensiva, sentiu o incômodo após uma arrancada e solicitou a substituição imediata. Após a realização de exames de imagem detalhados em uma clínica especializada, o diagnóstico confirmou a gravidade do problema, embora a entidade tenha evitado estipular um número exato de dias para a recuperação total do atleta.
O impacto tático e a busca por substitutos
A ausência de Raphinha não é apenas uma baixa técnica, mas tática. O atacante é conhecido por sua capacidade de "alargar" o campo e por ser um dos principais responsáveis pela pressão defensiva na saída de bola adversária. Sem ele, o treinador Dorival Júnior terá que repensar o lado direito do ataque brasileiro para manter o equilíbrio entre ofensividade e recomposição. Entre as opções imediatas, Savinho surge como o favorito, tendo entrado bem nos últimos compromissos e demonstrado o drible necessário para romper retrancas.
Outra alternativa seria a entrada de um jogador com características diferentes, como Gabriel Martinelli, ou até mesmo o deslocamento de Rodrygo para a ponta, abrindo espaço para um meia mais articulador ou um centroavante fixo como Endrick. A decisão passará pelo estudo minucioso do próximo adversário, a Escócia, conhecida por um jogo físico intenso e uma linha defensiva extremamente compacta.
Corrida contra o tempo em Miami
O cronograma da Seleção é apertado e não permite longas lamentações. O Brasil volta a campo na próxima quarta-feira (24), em Miami, para encerrar a fase de grupos. O duelo contra os escoceses definirá a posição final da equipe no Grupo C e, consequentemente, o caminho no mata-mata da competição. Atualmente, o protocolo médico de Raphinha envolve fisioterapia intensiva em dois períodos e o uso de tecnologias de regeneração acelerada para tentar reduzir o tempo de cicatrização muscular.
"O atleta passará por um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da Seleção Brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível", destacou a nota oficial divulgada pela CBF. A grande esperança interna é que, caso o Brasil confirme o favoritismo e avance para as oitavas de final, o jogador possa estar disponível ao menos no banco de reservas para o compromisso do dia 29.
O cenário para as oitavas de final
A classificação brasileira parece bem encaminhada, mas a liderança do grupo é fundamental para evitar confrontos precoces contra outras potências mundiais nesta chave de cruzamento. Se passar em primeiro ou em segundo, a Seleção já sabe que jogará o primeiro desafio eliminatório no dia 29 de junho. Até lá, serão nove dias de tratamento ininterrupto para o atacante do Barcelona.
O clima na concentração em solo americano é de total apoio ao atleta, mas também de foco redobrado. A Copa do Mundo exige resiliência, e a profundidade do elenco de Dorival Júnior será colocada à prova agora. A capacidade de adaptação do grupo será determinante para manter o sonho do hexa vivo, mesmo diante de baixas inesperadas em peças fundamentais do time titular.