A Polícia Federal apreendeu aproximadamente 33 quilos de cocaína escondidos em um compartimento submerso de um navio atracado no Porto de Santos. A ação ocorreu na terça-feira, 27 de outubro, em operação conjunta com militares da Marinha do Brasil. A natureza da substância foi confirmada por exames periciais, segundo comunicado oficial divulgado no dia seguinte.

A descoberta foi feita durante uma inspeção subaquática. Mergulhadores das duas instituições acessaram a estrutura da embarcação e retiraram um volume contendo tabletes da droga. Todo o material foi apreendido para os procedimentos de polícia judiciária.

Como a cocaína foi encontrada no navio?

Os agentes realizaram uma vistoria especializada em um compartimento localizado abaixo da linha d'água. Esse tipo de esconderijo exige atuação de profissionais treinados para mergulho e inspeção de estruturas navais.

O método é conhecido pelas autoridades porque organizações criminosas podem tentar utilizar partes externas ou técnicas de embarcações comerciais para ocultar drogas sem que a carga apareça nos compartimentos tradicionais de transporte.

Qual era a rota da embarcação?

Informações divulgadas sobre a ação indicam que o navio havia chegado da Índia e tinha Singapura como próximo destino. A rota marítima, porém, não permite concluir onde a cocaína foi colocada ou para qual país seria efetivamente enviada.

A identificação da origem do entorpecente, dos responsáveis pela ocultação e do eventual destino da carga dependerá da investigação policial.

Houve prisões?

A nota oficial da Polícia Federal não informa prisões relacionadas a essa apreensão. Também não identifica suspeitos nem atribui responsabilidade à tripulação do navio.

A presença de droga em uma embarcação não comprova, isoladamente, envolvimento de todos os seus tripulantes. A apuração deverá reunir provas para estabelecer quem participou da operação criminosa.

O que acontece com os 33 quilos apreendidos?

Após a retirada dos tabletes, a Polícia Federal realizou os procedimentos legais e exames periciais que confirmaram a substância. O material foi formalmente apreendido e ficará sujeito às medidas determinadas pelas autoridades responsáveis.

A Delegacia da Polícia Federal em Santos informou que instaurará inquérito para apurar as circunstâncias da ocorrência e investigar possível vínculo com organizações dedicadas ao tráfico internacional de drogas.

Por que o Porto de Santos exige fiscalização subaquática?

O Porto de Santos recebe embarcações de diferentes rotas comerciais e movimenta cargas destinadas a diversos países. A dimensão da operação portuária exige fiscalização integrada, inclusive em pontos de difícil acesso, como estruturas submersas.

A atuação conjunta entre Polícia Federal e Marinha permite reunir competências de investigação e capacidade técnica para inspeções no ambiente marítimo. O objetivo é impedir que navios comerciais sejam utilizados para transportar entorpecentes.

O caso está ligado a outras operações?

Não há confirmação oficial de relação entre esta apreensão e outras investigações realizadas na Baixada Santista. A existência de operações contra o tráfico em datas próximas não autoriza tratá-las como integrantes da mesma organização criminosa.

O dado confirmado é a apreensão de aproximadamente 33 quilos de cocaína em 27 de outubro, no Porto de Santos. A investigação deverá esclarecer autoria, circunstâncias e eventual conexão com o tráfico internacional.