Leitor biométrico da urna eletrônica garante segurança contra fraudes no processo de votação brasileiro.
(Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil)
A tecnologia biométrica será novamente um dos pilares de segurança nas seções eleitorais de todo o país no próximo pleito. Implementada com o objetivo de mitigar fraudes e garantir que cada cidadão exerça seu voto de forma única, a ferramenta gera dúvidas recorrentes no eleitorado: afinal, o que acontece se o leitor da urna eletrônica falhar na hora de identificar a digital?
A resposta da Justiça Eleitoral é direta para evitar pânico no dia da votação. O sistema foi projetado para dar fluidez ao processo e possui mecanismos de contingência que impedem que falhas de leitura técnica cerceiem o direito constitucional do cidadão.
O que fazer se a biometria falhar na hora do voto?
Caso o leitor biométrico da urna eletrônica apresente dificuldades para reconhecer a impressão digital do eleitor, os mesários são instruídos a seguir um protocolo rigoroso de tentativas. A orientação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é de que o procedimento de leitura seja repetido até quatro vezes, variando a posição do dedo ou limpando a superfície do sensor.
Se, mesmo após a quarta tentativa, a identificação biométrica falhar, o eleitor não perderá o direito de votar. A mesa receptora de votos passará a realizar a confirmação de identidade por meios tradicionais. O mesário fará a conferência dos dados utilizando um documento oficial de identificação com foto apresentando pelo cidadão. Coincidindo as informações com o caderno de votação, o eleitor assina o documento impresso (ou registra sua impressão digital com tinta, caso não saiba assinar) e é liberado para a cabine de votação.
Não cadastrou a biometria? Saiba se você ainda pode votar
Uma das maiores preocupações de quem perdeu os prazos de atendimento nos cartórios eleitorais é o impedimento do voto. No entanto, a biometria ainda não é obrigatória para todos os perfis de votantes. Se o seu Título de Eleitor estiver em situação regular junto à Justiça Eleitoral, você poderá votar normalmente.
Nesses casos, a dinâmica de acesso à cabine é simples: basta apresentar um documento oficial de identidade com foto ao mesário (como RG, CNH, Passaporte ou Carteira de Trabalho). O uso do aplicativo e-Título também é válido como documento de identificação, desde que a foto do eleitor esteja cadastrada no aplicativo.
A evolução da segurança no sistema eleitoral brasileiro
A utilização das impressões digitais começou a ser testada pela Justiça Eleitoral em 2008, em municípios selecionados, como parte de um plano de modernização de longo prazo. De lá para cá, o banco de dados biométricos do Brasil tornou-se um dos maiores do mundo. O grande trunfo dessa tecnologia é o cruzamento de informações gerido pelo TSE, que impede a existência de registros duplicados no cadastro nacional de eleitores.
O estado de São Paulo, que concentra o maior colégio eleitoral do país com mais de 21% do total de votantes nacionais, serve como o grande termômetro dessa logística de atendimento. Com milhões de eleitores passando pelas seções, a biometria otimiza o tempo de identificação e reduz as filas, acelerando o encerramento da votação.
Perdi o prazo de cadastro. O que fazer agora?
O cadastro de novos dados biométricos para o pleito deste ano já está encerrado, uma vez que o fechamento do cadastro eleitoral ocorreu em maio. A legislação brasileira determina esse congelamento temporário dos dados meses antes da votação para que o TSE possa consolidar o número exato de eleitores aptos e preparar a logística das urnas.
Se você ainda não possui as digitais e a foto cadastradas, o fluxo recomendado é aguardar a reabertura do cadastro eleitoral após a finalização do pleito corrente. O cidadão deve procurar o cartório eleitoral de sua região para regularizar a situação biométrica preventiva visando as eleições de 2026. O processo de cadastramento envolve a coleta de assinatura digital, fotografia em alta definição e a captação das impressões digitais de todos os dedos das mãos.