Risco alto de temporal no RJ mobiliza Defesa Civil, com alerta para chuva forte, alagamentos e deslizamentos em diversas regiões do estado.
(Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)
O risco alto de temporal no RJ levou órgãos de monitoramento e a Defesa Civil a emitirem novos alertas para esta segunda-feira, com atenção especial para chuva forte, possibilidade de alagamentos e deslizamentos em áreas de encosta.
Após dias de instabilidade e acumulados significativos de chuva, o solo está encharcado em várias regiões, o que aumenta o potencial de desastres mesmo em pancadas de curta duração.
Relatórios recentes indicam que diferentes municípios fluminenses podem registrar novos episódios de chuva moderada a forte, acompanhada de raios, rajadas de vento e eventual queda de barreiras em rodovias.
Diante do risco alto de temporal no RJ, a orientação das autoridades é para que a população acompanhe os canais oficiais, evite áreas sujeitas a alagamentos rápidos e esteja pronta para acatar ordens de afastamento em caso de sirenes acionadas.
Por que o risco está elevado
O cenário de risco alto de temporal no RJ é resultado da combinação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) com o calor e a umidade típicos do verão, favorecendo a formação de nuvens muito carregadas.
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), há alta probabilidade de movimentos de massa, como deslizamentos, principalmente em regiões com encostas íngremes e histórico de ocorrências.
O órgão aponta risco moderado para enxurradas urbanas, extravasamento de córregos e alagamentos em áreas rebaixadas, especialmente nas regiões do Rio de Janeiro, Volta Redonda–Barra Mansa e Petrópolis, onde os acumulados de chuva já superam 120 mm em 72 horas em alguns pontos.
Na prática, isso significa que mesmo pancadas de chuva localizadas podem ser suficientes para provocar problemas, já que o solo está saturado e a drenagem urbana, em muitos bairros, não dá conta do volume de água em pouco tempo.
Regiões mais afetadas e situação atual
Nos últimos dias, diferentes áreas do estado registraram chuva intensa, com destaque para municípios da Baixada Fluminense, Costa Verde, Região Serrana e Região Metropolitana, onde acumulados ultrapassaram 100 mm em 24 horas.
A Defesa Civil estadual informou que centenas de sirenes de alerta já foram acionadas recentemente em diversas cidades, incluindo a capital, para avisar moradores sobre risco de deslizamentos e alagamentos.
Na capital, o Centro de Operações indicou estágios de atenção devido à combinação de chuva forte, rajadas de vento e ressaca no litoral, com ondas que podem chegar a 2,5 metros em trechos da orla.
Em cidades serranas, como Petrópolis e outros municípios de relevo acidentado, o alerta é ainda mais sensível, já que o relevo e o solo encharcado aumentam o potencial de deslizamentos em encostas e quedas de barreira em estradas.
Recomendações da Defesa Civil
Diante do risco alto de temporal no RJ, a Defesa Civil reforça que a população deve redobrar a atenção em áreas de encosta, fundos de vale e regiões com histórico de enchentes rápidas.
Moradores devem evitar transitar em ruas alagadas, não tentar atravessar enxurradas a pé ou de carro e ficar atentos a sinais de instabilidade no terreno, como rachaduras em paredes, portas emperradas e estalos no solo.
As autoridades orientam ainda que ninguém se abrigue debaixo de árvores durante raios, nem próximo a estruturas metálicas, e que aparelhos elétricos sejam desligados em caso de descargas atmosféricas intensas.
Em caso de emergência, os contatos prioritários são os telefones 199 (Defesa Civil) e 193 (Corpo de Bombeiros), além dos alertas por SMS que podem ser ativados gratuitamente com o envio do CEP da residência para o número 40199.
Como se preparar para novas pancadas
Com a manutenção do risco alto de temporal no RJ ao longo do dia, especialistas em clima recomendam uma rotina de prevenção simples, mas eficaz, que inclui acompanhar boletins oficiais e revisar os pontos de risco dentro de casa.
É importante manter documentos, remédios e itens essenciais em local de fácil acesso e protegido da água, além de combinar previamente com a família rotas de saída e pontos de encontro seguros em caso de necessidade de evacuação.
Moradores em áreas sujeitas a deslizamentos devem evitar dormir em cômodos encostados em barrancos ou muros de contenção quando a chuva estiver forte ou persistente, buscando abrigo em casas de parentes ou abrigos oficiais quando houver alerta.
Pequenas ações, como manter ralos e calhas desobstruídos, não jogar lixo nas ruas e respeitar a sinalização de risco, ajudam a reduzir danos e a proteger vidas em um cenário de instabilidade climática como o atual.
- Evitar áreas de alagamento e encostas durante chuva intensa.
- Acionar 199 ou 193 em qualquer situação de risco imediato.
- Acompanhar alertas por SMS e canais oficiais de Defesa Civil.
- Preparar um kit básico com documentos, remédios e itens de primeira necessidade.
- Não tentar atravessar ruas ou rios com correnteza forte.