A Polícia Federal realiza a Operação Costeau para combater o tráfico transnacional de drogas no Porto de Santos.
(Imagem: Divulgação/Operação Ágata)
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 10 de março de 2026, a Operação Costeau, com foco em desmantelar uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas transnacional e lavagem de dinheiro. As ações se concentram no Porto de Santos, em São Paulo, o maior porto da América Latina e ponto estratégico para exportações ilegais. Mais de 40 agentes participam das diligências, cumprindo ordens judiciais expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos.
A investigação ganhou impulso em 2022, quando autoridades francesas apreenderam 124 quilos de cocaína em um navio que havia atracado no Porto de Santos. A droga estava escondida no compartimento submerso conhecido como sea chest, uma área técnica do casco usada por traficantes para ocultar entorpecentes. Esse episódio revelou a participação de brasileiros no esquema, levando a Polícia Federal a instaurar inquérito em 2025 para aprofundar as apurações.
Detalhes das ações policiais
Na operação, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Santos e Valinhos, além de três prisões temporárias. Os alvos incluem suspeitos diretamente ligados à inserção da droga nos navios e à movimentação financeira ilícita. A Polícia Federal destaca que o grupo utilizava métodos sofisticados, como embalagens com dispositivos de rastreamento, para monitorar as remessas durante o trajeto marítimo.
O Porto de Santos tem sido alvo recorrente de operações contra o tráfico de drogas, devido ao seu volume de cargas exportadas. Em ações recentes, como a Operação Papyrus em 2025, foram interceptadas mais de duas toneladas de cocaína. Esses esforços demonstram a persistência das forças de segurança em combater o crime organizado no local.
- Oito mandados de busca e apreensão em Santos e Valinhos.
- Três mandados de prisão temporária contra líderes do esquema.
- Investigação iniciada após cooperação internacional com a França.
- 124 quilos de cocaína apreendidos em 2022 como ponto de partida.
- Crimes investigados incluem tráfico transnacional, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Origem da investigação
Tudo começou em 26 de maio de 2022, quando mergulhadores da guarda costeira francesa localizaram a carga de cocaína no navio. A embarcação havia passado pelo Porto de Santos dias antes, sugerindo que o entorpecente foi inserido ali. Autoridades francesas identificaram conexões com brasileiros, o que motivou a troca de informações com a Polícia Federal brasileira.
Desde então, os investigadores mapearam a estrutura da organização, identificando papéis específicos de cada integrante. O inquérito policial, aberto em 2025, compilou provas como documentos financeiros e comunicações que apontam para lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. Essa fase culminou na Operação Costeau, batizada em referência a métodos de exploração submarina, aludindo aos esconderijos subaquáticos usados pelos criminosos.
Importância do Porto de Santos no combate ao crime
O Porto de Santos movimenta bilhões em cargas anualmente, o que o torna vulnerável a atividades ilícitas. Em 2026, já foram registradas apreensões significativas, como 150 quilos de drogas em um navio com destino à Holanda. Essas operações conjuntas com a Receita Federal e a Marinha reforçam a fiscalização em compartimentos ocultos e contêineres suspeitos.
O tráfico de drogas pelo porto afeta não só a segurança pública, mas também a economia, com prejuízos à imagem do Brasil como exportador confiável. Autoridades estimam que toneladas de cocaína saem anualmente dali, abastecendo mercados europeus e americanos. Ações como a Costeau visam desarticular redes inteiras, bloqueando fluxos financeiros e prendendo operadores chave.
Impactos e próximos passos
A deflagração da Operação Costeau representa um avanço no combate ao crime organizado, com potencial para novas prisões e bloqueios de patrimônio. O Ministério Público Federal acompanha as investigações, garantindo que os responsáveis respondam por todos os crimes apurados. Especialistas apontam que a cooperação internacional será crucial para rastrear remessas futuras e desmantelar ramificações do grupo.
Para o futuro, a Polícia Federal planeja intensificar o uso de tecnologias como scanners e drones em inspeções portuárias. Isso pode reduzir a incidência de tráfico de drogas e elevar a eficiência das operações. Enquanto isso, os presos terão prisão temporária para interrogatórios, podendo converter-se em preventiva conforme novas provas surgirem.
O caso reforça a necessidade de investimentos contínuos em inteligência policial e parcerias globais. Com o Porto de Santos no centro das atenções, espera-se que medidas preventivas evitem repetições de esquemas semelhantes. A sociedade brasileira acompanha os desdobramentos, torcendo por resultados que fortaleçam a segurança nacional.