Aeroporto do Galeão terá reforço de voos e operação especial para receber fãs de Shakira e turistas do feriado.
(Imagem: gerado por IA)
O Rio de Janeiro se prepara para reviver a mística dos grandes eventos na areia com a chegada da cantora colombiana Shakira. O megashow, agendado para o dia 2 de maio nas areias da Praia de Copacabana, não é apenas um marco cultural, mas um motor econômico que já reflete números expressivos na infraestrutura aeroportuária da cidade. O Aeroporto Internacional do Galeão (RIOGaleão) projeta uma movimentação de 314 mil passageiros entre os dias 30 de abril e 5 de maio, período que une o frisson do espetáculo ao feriado prolongado do Dia do Trabalhador.
Um salto na movimentação aérea
A combinação entre a performance da diva pop e o descanso de 1º de maio gerou uma pressão positiva sobre a malha aérea carioca. Segundo dados da concessionária, a expectativa é de que 213 mil pessoas utilizem voos domésticos, enquanto outras 101 mil desembarquem ou embarquem em terminais internacionais. Esse volume representa um crescimento robusto de 46% em comparação ao mesmo período de 2024 e uma alta de 14% sobre o ano de 2025.
Para dar conta dessa demanda, o Galeão operará com cerca de 1.990 voos no intervalo de seis dias. Isso significa um aumento de 32% no tráfego de aeronaves em relação ao ano retrasado. Para garantir que ninguém perca o refrão de "Hips Don't Lie", 32 voos extras foram programados especificamente para atender ao deslocamento doméstico, divididos igualmente entre pousos e decolagens.
A invasão dos "hermanos" e o turismo internacional
O perfil do passageiro internacional para esta semana revela a força de Shakira no continente. A Argentina lidera com folga a lista de países de origem, representando 31% dos viajantes estrangeiros. O Chile aparece em segundo lugar com 14%, seguido pelos Estados Unidos (8%), Portugal (7%) e a terra natal da artista, a Colômbia, com 6%.
Essa diversidade de nacionalidades reforça o papel do Rio de Janeiro como o principal hub turístico do país para eventos de grande escala. A ocupação hoteleira na Zona Sul já opera próxima da capacidade máxima, e a logística de transporte público e segurança está sendo moldada para o que promete ser um dos maiores públicos da história de Copacabana.
Santos Dumont também sente o reflexo
Embora o Galeão concentre o maior volume de voos internacionais e aeronaves de grande porte, o Aeroporto Santos Dumont não ficará atrás na agitação. Entre os dias 1º e 3 de maio, o terminal central do Rio tem programados 394 voos, oferecendo mais de 56 mil assentos. O aumento na oferta de lugares é uma resposta direta à busca por passagens de última hora por brasileiros de estados vizinhos, como São Paulo e Minas Gerais.
Especialistas em turismo apontam que eventos gratuitos desse porte geram um efeito cascata na economia local, beneficiando desde o setor de serviços e gastronomia até o comércio ambulante. A prefeitura do Rio estima que o impacto econômico direto supere as centenas de milhões de reais, consolidando a estratégia da cidade em sediar grandes concertos internacionais como política de fomento ao desenvolvimento regional.