São Paulo | 17ºC
Sex, 03 de Julho
Furtos

Furtos na Baixada Santista: criminosos miram de pets a cadeiras de rodas em nova onda de crimes

Criminosos na Baixada Santista diversificam alvos e furtam desde pets a cadeiras de rodas, gerando insegurança e prejuízo emocional no litoral paulista.

26 abr 2026 - 13h16 Joice Gomes   atualizado às 13h17
Furtos na Baixada Santista: criminosos miram de pets a cadeiras de rodas em nova onda de crimes Aumento de furtos de itens inusitados e animais de estimação gera alerta na Baixada Santista. (Imagem: gerado por IA)

A sensação de insegurança na Baixada Santista ganhou contornos que desafiam a lógica e, muitas vezes, a própria humanidade. Se antes o temor de moradores e turistas se concentrava em alvos tradicionais, como smartphones de última geração, correntes de ouro e veículos, hoje o cenário revela uma diversificação alarmante e cruel. Relatos recentes apontam que criminosos na região não estão poupando absolutamente nada: de animais de estimação a cadeiras de rodas, tudo virou alvo.

O valor emocional sob ataque: o furto de pets

Um dos aspectos mais dolorosos dessa nova dinâmica criminal é o furto de cães e gatos. Para o criminoso, um animal de raça pode representar um valor rápido de revenda no mercado clandestino ou em plataformas de vendas online. Para a vítima, no entanto, a perda é imensurável. O furto de um pet não é apenas um prejuízo material; é o rompimento de um laço afetivo profundo, deixando famílias em estado de choque e desespero.

Especialistas em segurança pública apontam que essa prática tem crescido em cidades como Santos e Mongaguá, onde o descuido momentâneo em frentes de residências ou até mesmo durante passeios na orla se torna a janela de oportunidade para os bandidos. O crime é rápido, silencioso e deixa poucas pistas, dificultando o trabalho de recuperação pelas autoridades.

Crueldade sem limites: o roubo de cadeiras de rodas

Se o furto de animais já causa indignação, a subtração de equipamentos de acessibilidade eleva o debate sobre a ética (ou a falta dela) no mundo do crime. Casos de cadeiras de rodas furtadas têm surgido nos boletins de ocorrência do litoral paulista. Retirar a mobilidade de uma pessoa com deficiência ou de um idoso é uma forma de violência que vai além do patrimônio; é um atentado à dignidade e ao direito de ir e vir.

Esses itens, que muitas vezes possuem alto custo de reposição, acabam sendo vendidos por valores irrisórios em ferros-velhos ou para receptadores que não questionam a origem do produto. O impacto para o usuário é imediato e paralisante, muitas vezes confinando a vítima dentro de casa até que uma nova cadeira possa ser adquirida ou doada.

Do supérfluo ao essencial: o crime de oportunidade

A lista do que é levado pelos criminosos não para por aí. Há registros crescentes de furtos de itens inusitados, como caixas de chocolates em lojas de conveniência, botijões de gás, fiação elétrica e até plantas ornamentais de jardins públicos e privados. Esse fenômeno é classificado por autoridades como "crime de oportunidade", onde o autor aproveita a baixa vigilância para subtrair qualquer objeto que possa ter algum valor de troca imediato.

O setor de comércio também sofre as consequências. Pequenos lojistas relatam que a somatória desses pequenos furtos gera um prejuízo significativo ao final do mês, forçando o investimento pesado em câmeras de monitoramento e grades, o que altera a estética das cidades e a experiência de quem circula pela região.

Impacto no cotidiano e a resposta das autoridades

Essa diversificação dos alvos gera uma paranoia constante. O morador da Baixada Santista passa a policiar não apenas o bolso, mas a coleira do cachorro e a entrada da garagem. A percepção é de que nada está seguro. Esse clima de vigilância constante altera a rotina e o comportamento social, diminuindo a ocupação dos espaços públicos, o que, ironicamente, acaba favorecendo a ação de novos criminosos.

Para combater essa onda, as forças de segurança têm apostado na integração de sistemas de monitoramento por câmeras e em operações pontuais em locais de revenda de materiais usados. No entanto, a orientação fundamental permanece sendo o registro rigoroso de cada ocorrência. Mesmo que o item furtado pareça "pequeno" ou inusitado, o boletim de ocorrência é a única forma de mapear as manchas criminais e direcionar o policiamento preventivo para as áreas mais afetadas.

O desdobramento desse cenário exige uma vigilância comunitária mais ativa e um olhar atento das autoridades para os mercados de receptação. Enquanto houver quem compre sem nota fiscal ou procedência, de chocolates a cadeiras de rodas, o crime continuará encontrando motivos para não perdoar absolutamente nada no litoral.

Leia Também
Fenômeno pode ser o mais intenso em 150 anos com calor extremo
El Niño 2026 Fenômeno pode ser o mais intenso em 150 anos com calor extremo
Prova Nacional Docente 2026: inscrições terminam nesta sexta-feira; veja como participar
PND 2026 Prova Nacional Docente 2026: inscrições terminam nesta sexta-feira; veja como participar
Fies 2026: MEC define datas de inscrição para o segundo semestre; veja regras e calendário
Fies 2026 Fies 2026: MEC define datas de inscrição para o segundo semestre; veja regras e calendário
Pé-de-Meia: nascidos em julho e agosto recebem parcela de R$ 200 hoje; veja calendário e regras
Pé-de-Meia Pé-de-Meia: nascidos em julho e agosto recebem parcela de R$ 200 hoje; veja calendário e regras
Mega-Sena pode pagar R$ 23 milhões nesta terça-feira: saiba como apostar até o prazo final
Mega-Sena Mega-Sena pode pagar R$ 23 milhões nesta terça-feira: saiba como apostar até o prazo final
Mobilidade em Santos: Obras na Alemoa chegam a 86% e prometem destravar fluxo de 14 mil veículos
Mobilidade Mobilidade em Santos: Obras na Alemoa chegam a 86% e prometem destravar fluxo de 14 mil veículos
Guarujá 92 anos: Pacote de entregas transforma saúde e educação na cidade
Aniversário de Guarujá Guarujá 92 anos: Pacote de entregas transforma saúde e educação na cidade
Quina 7052 acumula e prêmio chega a R$ 1 milhão; 14 apostas faturam R$ 12 mil na quadra
Quina Quina 7052 acumula e prêmio chega a R$ 1 milhão; 14 apostas faturam R$ 12 mil na quadra
Fiocruz prorroga inscrições para Olimpíada de Saúde e Meio Ambiente: veja como participar
Olimpíada Fiocruz Fiocruz prorroga inscrições para Olimpíada de Saúde e Meio Ambiente: veja como participar
Greve de ônibus no Rio de Janeiro: veja como fica o transporte nesta segunda-feira
Greve Greve de ônibus no Rio de Janeiro: veja como fica o transporte nesta segunda-feira
Mais Lidas
Guarujá 92 anos: Pacote de entregas transforma saúde e educação na cidade
Aniversário de Guarujá Guarujá 92 anos: Pacote de entregas transforma saúde e educação na cidade
Guarujá completa 92 anos com foco em avanços práticos. Prefeitura anuncia inaugurações em saúde, educação e tecnologia para melhorar a vida do cidadão.
Lotofácil 3722: 138 apostas batem na trave e perdem prêmio milionário por um número
Lotofácil Lotofácil 3722: 138 apostas batem na trave e perdem prêmio milionário por um número
O concurso 3722 da Lotofácil premiou 138 apostas que acertaram 14 dezenas. Saiba quanto cada um ganhou e veja os detalhes do sorteio realizado nesta segunda-feira.
Farid Madi detalha recuperação fiscal de Guarujá: "O milagre é o cuidado com o gasto"
Prefeito de Guarujá Farid Madi detalha recuperação fiscal de Guarujá: "O milagre é o cuidado com o gasto"
Farid Madi detalha a reestruturação financeira de Guarujá nos 92 anos da cidade, destacando o fim do déficit e a retomada de investimentos em áreas essenciais.
Mobilidade em Santos: Obras na Alemoa chegam a 86% e prometem destravar fluxo de 14 mil veículos
Mobilidade Mobilidade em Santos: Obras na Alemoa chegam a 86% e prometem destravar fluxo de 14 mil veículos
Com 86% de conclusão, as obras na Alemoa em Santos entram na reta final. Projeto foca na durabilidade e fluidez de 14 mil veículos que circulam na área industrial diariamente.