Brinquedos de alta tecnologia devem substituir estruturas de madeira e metal que sofrem com a maresia em Santos.
(Imagem: gerado por IA)
A Prefeitura de Santos está prestes a iniciar um novo capítulo na gestão dos espaços de lazer infantil da cidade. A administração municipal estuda uma mudança profunda na infraestrutura dos parquinhos públicos, avaliando a substituição dos tradicionais brinquedos de madeira e metal por equipamentos fabricados em polietileno rotomoldado, um tipo de plástico de alta resistência e baixa necessidade de reparo.
O fim da era da manutenção constante
Atualmente, manter os brinquedos das praças em perfeitas condições é um desafio logístico e financeiro, especialmente em uma cidade litorânea como Santos. A maresia e o uso intenso degradam rapidamente as estruturas metálicas (que sofrem com a corrosão) e as de madeira (que podem apresentar farpas e apodrecimento com a umidade). Segundo o secretário das Prefeituras Regionais, Rivaldo Santos, a gestão municipal passará a realizar uma “avaliação técnica em futuras aquisições e contratações” para priorizar o uso do polietileno.
Diferente dos materiais convencionais, o polietileno rotomoldado não enferruja, não descasca e possui proteção contra raios UV, o que impede que o material resseque ou perca a cor sob o sol forte. Na prática, isso significa que a Prefeitura poderá reduzir drasticamente o intervalo entre as manutenções, otimizando o dinheiro público e garantindo que os espaços de lazer não fiquem interditados por longos períodos para reparos.
Segurança e conforto para as crianças
Além da durabilidade, a segurança é o pilar central dessa possível transição. Os equipamentos de plástico rotomoldado são projetados com cantos arredondados e superfícies lisas, minimizando o risco de acidentes e ferimentos comuns em brinquedos desgastados. Outro ponto relevante é o conforto térmico: ao contrário do metal, que pode atingir temperaturas elevadíssimas no verão santista, o polietileno tende a aquecer menos, permitindo o uso do parquinho em horários mais amplos.
A mudança também acompanha uma tendência de modernização urbana vista em grandes metrópoles globais, onde o foco saiu da estética rústica para a funcionalidade e longevidade. O secretário Rivaldo Santos reforça que essa análise técnica visa garantir que o investimento feito agora se pague ao longo dos anos, evitando que novos parquinhos se deteriorem em poucos meses de exposição ao clima da Baixada.
Impacto na Orla e nos Jardins
A orla de Santos, que abriga o maior jardim de praia do mundo, é um dos pontos que mais deve sentir o impacto positivo da medida. Pela proximidade direta com o mar, os parquinhos da praia são os que mais sofrem com a oxidação. A introdução de materiais sintéticos de alta tecnologia deve preservar a estética dos jardins por muito mais tempo, mantendo o aspecto de "novo" mesmo após anos de uso.
Embora a prefeitura ainda não tenha divulgado um cronograma específico para a troca em todas as praças, a diretriz já está definida: as próximas licitações devem considerar a relação custo-benefício superior desses novos materiais. Para os pais e responsáveis, a notícia traz alívio quanto à integridade física dos pequenos; para a administração, representa um passo rumo a uma zeladoria mais eficiente e tecnológica.