Representação editorial do procedimento de coleta de material genético usado na identificação e localização de pessoas desaparecidas.
(Imagem: gerado por IA)
Familiares de pessoas desaparecidas poderão participar, entre esta segunda-feira (24) e sexta-feira (28), da quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A força-tarefa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com órgãos estaduais, e terá 342 pontos de coleta distribuídos pelo país, segundo a atualização mais recente do governo federal.
O objetivo é ampliar os bancos de perfis genéticos usados na identificação e localização de pessoas desaparecidas. As amostras fornecidas pelos familiares podem ser comparadas com perfis de pessoas encontradas vivas ou falecidas cuja identidade ainda não tenha sido estabelecida.
Na Baixada Santista, a Polícia Científica do Estado de São Paulo mantém unidades em Santos e Praia Grande e oferece canal de agendamento para coleta de DNA de familiares de desaparecidos. Em Praia Grande, a unidade está localizada na Rua José Júlio Martins Baptista, 225, na Vila Antártica. Em Santos, o Núcleo de Perícias Médico-Legais funciona na Rua Bernardo Browne, 122, no Estuário.
Como é feita a coleta
O procedimento é gratuito, rápido e indolor. Um perito utiliza um cotonete na parte interna da bochecha para retirar o material genético. Não é necessário realizar coleta de sangue.
Para participar, o familiar deve apresentar um documento de identificação e as informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento, incluindo número, estado onde foi registrado e delegacia responsável. O Ministério da Justiça recomenda levar uma cópia do boletim, embora isso não seja obrigatório.
Quem já forneceu material genético anteriormente não precisa repetir a coleta.
Quem deve doar o DNA
A orientação é priorizar familiares biológicos de primeiro grau. A ordem recomendada pelo governo federal é pai ou mãe biológicos; filhos biológicos acompanhados, quando possível, do outro genitor; e irmãos biológicos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe da pessoa desaparecida.
Quando esses parentes não estão disponíveis, outros familiares podem ser avaliados pelos profissionais responsáveis. Crianças também podem fornecer material genético, desde que estejam acompanhadas pelo responsável legal.
DNA é comparado com bancos estaduais e nacional
Depois da coleta, o perfil genético do familiar é inserido nos sistemas adequados e pode ser comparado com dados existentes nos bancos estaduais, distrital e nacional de perfis genéticos. Esse cruzamento amplia as possibilidades de identificação de pessoas cuja identidade permanece desconhecida.
A coleta pode ser feita em qualquer ponto oficial do país, independentemente do local onde ocorreu o desaparecimento. Nessa situação, o familiar deve informar aos profissionais que o caso foi registrado em outro estado. O governo também informa que casos de desaparecimento ocorrido fora do Brasil podem ser avaliados por meio de bancos genéticos internacionais.
Não há prazo máximo para fornecer o DNA. Mesmo em casos antigos, familiares podem procurar o serviço a qualquer momento, desde que exista um Boletim de Ocorrência registrado.
O que acontece se houver identificação
Quando uma comparação genética produz resultado compatível e a identificação é confirmada, é elaborado um laudo oficial. O documento é encaminhado à delegacia responsável pelo caso, que entra em contato com os familiares para comunicar o resultado e orientar sobre as etapas seguintes.
A mobilização especial desta semana reforça um trabalho que também ocorre ao longo do ano. No Estado de São Paulo, a Polícia Científica mantém sistema próprio de agendamento para familiares de pessoas desaparecidas, com exigência de apresentação de documento de identificação e do Boletim de Ocorrência.
A campanha integra a Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas, iniciativa do Ministério da Justiça que reúne ações de coleta de DNA e impressões digitais para ampliar a capacidade de identificação de pessoas em todo o Brasil.