Representação editorial de atendimento especializado a mulheres com medidas protetivas em Praia Grande.
(Imagem: gerado por IA)
O Grupamento Guardiã Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal de Praia Grande, acompanha atualmente 212 mulheres com medidas protetivas vigentes. Desde o início da atuação, em 2023, o serviço já prestou atendimento a 731 vítimas de violência doméstica no município.
O trabalho combina rondas preventivas, visitas domiciliares e monitoramento de situações de risco. A proposta é reduzir a possibilidade de novos episódios de violência e garantir resposta mais rápida quando há descumprimento de ordens judiciais.
Mais de 64 mil rondas desde a criação do grupamento
Segundo a Prefeitura, as equipes especializadas já realizaram mais de 64 mil rondas voltadas ao acompanhamento das mulheres atendidas. A frequência das visitas depende do nível de risco e das características de cada caso.
O monitoramento não substitui a atuação da Polícia Civil, do Judiciário ou da rede de assistência, mas funciona como uma camada adicional de proteção para vítimas que já possuem medida protetiva.
31 homens foram presos neste ano
Somente em 2026, 31 homens foram presos após intervenções relacionadas a violência doméstica ou descumprimento de medidas protetivas, conforme dados divulgados pela administração municipal.
Descumprir medida protetiva é crime previsto na Lei Maria da Penha. A determinação judicial pode impor restrições como afastamento do lar, proibição de contato e distância mínima da vítima.
Atendimento exige acompanhamento contínuo
A inspetora Roberta Freitas explica que as equipes precisam observar sinais sutis e manter contato regular com as mulheres acompanhadas. Em muitos casos, o risco não aparece apenas em agressões físicas, mas também em perseguição, ameaças, controle financeiro e tentativas de aproximação indevida.
O acompanhamento também pode ajudar a identificar quando a vítima precisa de apoio psicológico, assistência social, abrigo temporário ou orientação jurídica.
Como pedir ajuda em Praia Grande
Mulheres em situação de violência doméstica podem acionar a Guarda Civil Municipal pelo telefone 153. A viatura mais próxima é direcionada para a ocorrência e, dependendo do caso, a vítima pode passar a ser acompanhada pelo grupamento especializado.
Em situações de emergência imediata, a Polícia Militar também pode ser acionada pelo 190. Denúncias e orientações sobre violência contra a mulher podem ainda ser feitas pelo Ligue 180.
Rede de proteção é essencial
A efetividade das medidas protetivas depende da integração entre segurança pública, Justiça, assistência social e saúde. A atuação da Guardiã Maria da Penha se insere nesse esforço ao acompanhar mulheres depois da concessão judicial da proteção.
O principal objetivo é impedir que a medida exista apenas no papel e criar uma presença preventiva capaz de reduzir reincidências e aumentar a sensação de segurança das vítimas.