As Cataratas do Iguaçu, no oeste do Paraná, registraram na madrugada desta segunda-feira (26 de outubro) a maior vazão de 2026: 17,7 milhões de litros de água por segundo. O volume equivale a quase 12 vezes a média histórica de aproximadamente 1,5 milhão de litros por segundo e reflete as chuvas intensas que atingiram a bacia do Rio Iguaçu nos últimos dias.
A concessionária responsável pela visitação ao Parque Nacional do Iguaçu informou que, ao longo da manhã, a vazão começou a recuar, permanecendo próxima de 16 milhões de litros por segundo. Mesmo com a redução, a quantidade de água continuou muito acima do padrão habitual, produzindo quedas de grande intensidade e exigindo cuidados especiais de segurança.
Qual foi o volume de água nas Cataratas do Iguaçu?
O pico medido na madrugada de segunda-feira foi de 17,7 milhões de litros por segundo. Para dimensionar o fenômeno, a média histórica é de aproximadamente 1,5 milhão de litros por segundo. Isso significa que, no momento de maior vazão, o fluxo ficou cerca de 11,8 vezes acima da média.
O volume é medido em litros por segundo, uma unidade de vazão que indica a quantidade de água que passa por determinado ponto a cada segundo. Não se trata de um acumulado diário de chuva, mas do fluxo do rio que alimenta as quedas.
Por que as Cataratas estão com tanta água?
A elevação está associada às chuvas intensas registradas na bacia hidrográfica do Rio Iguaçu, que atravessa áreas do Paraná antes de alcançar as Cataratas, na fronteira entre Brasil e Argentina. A água que cai em diferentes trechos da bacia escoa para o rio e pode aumentar rapidamente seu volume.
O comportamento da vazão depende da distribuição das chuvas e do deslocamento da água ao longo da bacia. Por isso, mesmo quando o tempo melhora na região do parque, o rio pode continuar cheio por algum período.
A visitação ao Parque Nacional do Iguaçu está aberta?
Sim, mas com restrições em áreas específicas. A Trilha das Cataratas e seus principais mirantes continuam disponíveis para visitação, conforme as condições informadas pela administração do parque. A elevada vazão, entretanto, mantém fechada a passarela que aproxima os visitantes da região da Garganta do Diabo.
A passarela está interditada preventivamente desde 11 de outubro, seguindo os protocolos de segurança. O fechamento busca reduzir a exposição do público à força da água e a condições potencialmente perigosas.
Quais acessos estão interditados?
Além da passarela, os caminhos do Poço Preto e das Bananeiras estão temporariamente fechados, segundo as informações divulgadas durante o episódio de cheia. Essas restrições podem mudar de acordo com a avaliação das equipes técnicas e o comportamento do rio.
Quem pretende visitar o parque deve consultar os canais oficiais da atração antes de sair de casa, especialmente para confirmar a disponibilidade de trilhas e atividades específicas.
Quando a passarela será reaberta?
A administração do parque não anunciou uma data definitiva para a reabertura. A liberação depende de condições seguras de vazão e de avaliação técnica da estrutura e do entorno.
Em episódios de cheia, a concessionária e os órgãos ambientais acompanham continuamente o nível do rio. A decisão de reabrir áreas interditadas deve priorizar a segurança dos visitantes e das equipes.
A cheia oferece riscos aos turistas?
A água em grande volume pode provocar correntezas intensas, aumento da névoa e maior exposição à umidade em pontos próximos às quedas. Essas condições justificam o bloqueio preventivo de áreas mais vulneráveis. Isso não significa que todo o parque esteja fechado ou que a visitação aos mirantes liberados tenha sido suspensa.
Os visitantes devem respeitar barreiras e sinalizações, permanecer nos percursos autorizados e seguir as orientações dos funcionários. A tentativa de acessar uma área interditada representa risco desnecessário.
Como é feito o monitoramento da vazão?
O acompanhamento hidrológico utiliza dados sobre o fluxo do Rio Iguaçu, incluindo medições divulgadas pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). A concessionária e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) também monitoram as condições para definir medidas de segurança nas áreas de visitação.
Como a vazão varia ao longo do dia, números registrados em horários diferentes não devem ser tratados como contradição. O pico de 17,7 milhões de litros por segundo ocorreu na madrugada; medições posteriores já indicavam redução.
O que a cheia significa para o turismo em Foz do Iguaçu?
O aumento da vazão transforma a paisagem das Cataratas e chama a atenção de visitantes interessados na força das quedas. Ao mesmo tempo, pode limitar experiências em passarelas e trilhas próximas ao rio.
O Parque Nacional do Iguaçu é reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela Unesco e está entre os principais destinos turísticos brasileiros. A combinação entre beleza natural e segurança exige que o funcionamento das atrações seja ajustado às condições ambientais.
O que se sabe sobre a cheia de outubro?
O dado central confirmado é que a vazão chegou a 17,7 milhões de litros por segundo em 26 de outubro, o maior registro do ano até aquela data. A elevação foi provocada pelas chuvas na bacia do Rio Iguaçu. A trilha principal e os mirantes permaneceram abertos, enquanto a passarela e outros caminhos continuaram interditados preventivamente.
O cenário pode mudar conforme o nível do rio diminua ou novas chuvas atinjam a bacia. Por isso, as condições de acesso devem ser verificadas antes da visita.