O bolso do trabalhador brasileiro ganha um fôlego extra a partir desta sexta-feira. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil iniciam o pagamento do quarto lote do abono salarial PIS/Pasep, referente ao ano-base 2024. Desta vez, o cronograma contempla os profissionais nascidos nos meses de maio e junho, além de servidores públicos com final de inscrição correspondente.

Ao todo, a operação financeira mobiliza cifras impressionantes: são R$ 5,7 bilhões liberados para um contingente de 4.555.924 beneficiários em todo o país. Esse aporte não representa apenas um alívio individual, mas uma importante injeção de liquidez no comércio e no setor de serviços, especialmente em um momento de ajuste econômico.

Quem recebe e quanto cai na conta?

O valor do abono não é fixo para todos. Ele é calculado de forma proporcional ao tempo de serviço prestado com carteira assinada durante o ano de 2024. Cada mês trabalhado equivale a 1/12 do salário mínimo vigente. Portanto, os pagamentos variam entre R$ 136 (para quem trabalhou apenas um mês) e o teto de R$ 1.621 (para quem manteve o vínculo empregatício durante os 12 meses do ano-base).

Neste lote específico, a divisão entre os beneficiários revela a magnitude da rede de proteção social brasileira:

  • Trabalhadores do setor privado (PIS): Cerca de 3,97 milhões de pessoas recebem via Caixa, totalizando R$ 5 bilhões.
  • Servidores públicos (Pasep): 584.939 profissionais vinculados ao setor público recebem pelo Banco do Brasil, somando aproximadamente R$ 700 milhões.

Regras de elegibilidade: você tem direito?

Muitos trabalhadores ainda têm dúvidas sobre quem pode sacar o dinheiro. Para ter direito ao abono salarial em 2026, é necessário cumprir quatro requisitos básicos cumulativos:

Primeiro, o trabalhador precisa estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos. Segundo, deve ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias no ano de 2024. O terceiro critério diz respeito à remuneração: a média mensal não pode ter ultrapassado R$ 2.766 (equivalente a dois salários mínimos da época). Por fim, é fundamental que o empregador tenha enviado os dados corretamente através do e-Social.

Como realizar o saque de forma simples

A Caixa prioriza o crédito digital. Para quem já possui conta corrente ou poupança no banco, o dinheiro cai automaticamente. Para os demais, o depósito é feito na Poupança Social Digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Nas situações em que o saque presencial for necessário, o trabalhador pode utilizar o Cartão Social em lotéricas e terminais de autoatendimento. Caso não possua o cartão, o saque pode ser feito em agências apresentando documento oficial com foto.

Já no caso dos servidores públicos que recebem pelo Banco do Brasil, o pagamento é realizado prioritariamente via crédito em conta. Correntistas de outras instituições financeiras podem efetuar a transferência via TED ou Pix diretamente pelos canais digitais do BB ou realizar o saque presencialmente.

Canais de consulta e próximos passos

Para evitar deslocamentos desnecessários, o Governo Federal recomenda o uso de canais digitais para consulta de valores e datas. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital e o portal Gov.br são as ferramentas mais completas. Além disso, o Ministério do Trabalho disponibiliza o telefone 158 para dúvidas específicas sobre a habilitação do benefício.

A expectativa é que, até o encerramento do calendário em 2026, aproximadamente 22,2 milhões de brasileiros tenham sido contemplados, consolidando o abono salarial como um dos pilares de distribuição de renda e suporte ao consumo das famílias brasileiras.