O Porto de Santos realiza nesta quarta-feira (28 de outubro) um exercício de emergência que simula vazamento de gás natural seguido de incêndio no Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP). A atividade, programada para a manhã, mobiliza mais de 60 profissionais e envolve equipes do terminal, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e da Defesa Civil.
O exercício é preventivo e não representa a confirmação de um acidente real. Segundo a programação divulgada pela Autoridade Portuária de Santos (APS), não estão previstas interdições em vias públicas de Santos, Guarujá ou Cubatão em razão da simulação.
Onde será o simulado?
O treinamento acontece no Terminal de Regaseificação de São Paulo, instalado no estuário do Porto de Santos. As atividades envolvem a Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação, conhecida pela sigla FSRU, principal estrutura do empreendimento.
O terminal recebe gás natural liquefeito e realiza procedimentos para sua transformação em gás, seguindo protocolos específicos de operação e segurança.
Qual será o cenário de emergência?
O exercício prevê um vazamento em uma tubulação de 16 polegadas que conecta os braços de carregamento à estação de medição do terminal. Na simulação, a ocorrência evolui para um incêndio, exigindo acionamento de sistemas de emergência e resposta coordenada das equipes.
Os profissionais testarão a detecção do problema, a interrupção segura do fluxo de gás e a comunicação entre embarcação, píer e recursos externos. Também serão avaliadas medidas de proteção das instalações vizinhas.
Haverá retirada de trabalhadores?
Sim, dentro do cenário simulado. O treinamento inclui abandono parcial da área e atendimento a um trabalhador hipoteticamente lesionado. Brigadistas executarão procedimentos de combate a incêndio e primeiros socorros.
Essas ações integram o roteiro do exercício. Não significam que um trabalhador tenha sofrido acidente real ou que tenha ocorrido vazamento efetivo de gás.
Quantas pessoas participarão?
A mobilização envolve mais de 60 profissionais. Estão previstos mais de 30 brigadistas da tripulação da FSRU, sete brigadistas da operação do terminal, 15 integrantes das equipes técnicas e de avaliação e oito agentes públicos.
A participação de diferentes equipes permite verificar como cada organização se comunica e como as responsabilidades são distribuídas diante de uma ocorrência de grande complexidade.
Quem organiza o treinamento?
A atividade é realizada pelo terminal operado pela Edge, com participação de órgãos públicos e acompanhamento da Autoridade Portuária de Santos. A Cetesb e a Defesa Civil integram a mobilização, contribuindo para o alinhamento dos procedimentos de resposta.
O objetivo é testar protocolos e identificar oportunidades de melhoria antes que situações reais ocorram. A eficácia do exercício depende da avaliação posterior das ações executadas.
O trânsito será afetado?
De acordo com o comunicado oficial, não há previsão de bloqueio de vias públicas nos municípios de Santos, Guarujá e Cubatão. O treinamento ocorre nas instalações do terminal, e a movimentação de equipes faz parte da atividade programada.
Qualquer alteração operacional relevante deverá ser comunicada pelas autoridades responsáveis. A população não deve interpretar a presença de brigadistas e veículos de apoio, isoladamente, como evidência de uma emergência real.
Por que realizar esse tipo de simulação?
Terminais de gás operam com equipamentos e procedimentos que exigem planejamento rigoroso de segurança. Exercícios permitem testar a capacidade de identificar anormalidades, isolar áreas, interromper fluxos e prestar atendimento rápido.
O simulado desta quarta busca aperfeiçoar a resposta conjunta a um cenário de vazamento e incêndio. A operação anunciada é preventiva, controlada e sem previsão de impactos nas vias públicas da região.