Descubra o Bloco Sabbath, que transforma clássicos do Black Sabbath em batidas carnavalescas brasileiras.
(Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil)
O Bloco Sabbath marcou sua estreia no carnaval de São Paulo em 16 de fevereiro de 2026, reunindo dezenas de fãs de rock em uma quadra no bairro de Perdizes. O evento transformou clássicos do Black Sabbath, pioneiros do heavy metal, em ritmos brasileiros como maracatu, frevo, afro, samba e reggae.
A ideia surgiu em 2019, com planos para 2020, mas a pandemia de covid-19 postergou o lançamento. A realização veio em 2026, impulsionada pelo show final da banda em julho de 2025, em Birmingham, e pela morte de Ozzy Osbourne semanas depois, aos 76 anos, por infarto agudo do miocárdio e parada cardíaca.
Origem e motivação do bloco
O Bloco Sabbath foi idealizado pela esposa do vocalista Daniel Sollero, que propôs unir o som pesado do Black Sabbath aos ritmos nacionais. Parceria com a cervejaria Cerne viabilizou o projeto, criando uma celebração da vida e da obra de Ozzy Osbourne.
Daniel Sollero destacou que o carnaval representa alegria e vida, especialmente após as perdas recentes da banda. O bloco surgiu como um "chamado" para fãs, transformando luto em folia com arranjos inovadores das músicas clássicas.
- Show final do Black Sabbath ocorreu em 5 de julho de 2025, no Villa Park, com formação original: Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward.
- Ozzy faleceu em 22 de julho de 2025, conforme revelado pelo New York Times.
- Repertório inclui hits como War Pigs, Iron Man e Paranoid, adaptados para bateria de bloco.
Recepção e público na estreia
Fãs lotaram a quadra em Perdizes, curtindo a fusão irreverente de heavy metal e carnaval. Paula Souto, acompanhando o marido roqueiro, elogiou a mistura, mesmo não conhecendo todo o repertório da banda.
A atriz Margo de Cobervile, de 65 anos, viu no Bloco Sabbath uma proposta democrática, unindo rock e cultura brasileira. Ela defendeu o carnaval como gerador de empregos e expressão cultural, contra preconceitos.
O evento integrou a programação oficial de São Paulo, que prevê 627 blocos em 2026, somando pré-carnaval, folia e pós. Perdizes concentrou várias atrações, como Bloco NaMiuda e Bloco do Pitéu.
- Apresentação ocorreu na Rua Caetés, a partir das 14h.
- Dezenas de participantes cantaram e dançaram sob o sol de segunda-feira de carnaval.
- Redes sociais do bloco anunciaram o evento como homenagem póstuma a Ozzy.
Impacto cultural da fusão rock e carnaval
O Bloco Sabbath exemplifica a versatilidade do carnaval paulista, que absorve influências globais sem perder identidade local. Blocos temáticos crescem, de rock a sertanejo, ampliando o público e diversificando a folia.
Essa iniciativa destaca como o Brasil reinventa ícones internacionais, criando experiências únicas. Fãs de metal encontram no bloco uma forma de celebrar ídolos em ambiente festivo, promovendo inclusão e alegria coletiva.
Para o futuro, organizadores planejam edições anuais, possivelmente expandindo para outros bairros. O sucesso da estreia reforça o potencial de blocos nichados no ecossistema carnavalesco de São Paulo.
- Carnaval de SP movimenta economia com empregos em som, fantasias e segurança.
- Fusão de gêneros musicais atrai gerações mistas, de jovens a veteranos do rock.
- Outros blocos roqueiros, como Sargento Pimenta, pavimentam caminho para inovações.
Legado do Black Sabbath e carnaval brasileiro
O Black Sabbath revolucionou o rock nos anos 1970, com riffs pesados e letras sombrias que influenciaram o heavy metal mundial. No Brasil, a banda ganhou fãs fiéis, frequentadores de shows e festivais.
O Bloco Sabbath conecta esse legado à tradição carnavalesca, mostrando como a música transcende fronteiras. Após o fim da banda e perda de Ozzy, iniciativas como essa preservam a memória viva através da celebração.
Participantes relataram emoção ao ouvir clássicos em batidas tropicais, revivendo memórias de shows e discos. O bloco reforça o carnaval como espaço de resistência cultural e homenagem autêntica.