A campanha “Se liga ou eu ligo 180” mobiliza 18 estados contra assédio sexual no Carnaval 2026
(Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil)
O Ministério das Mulheres lançou a campanha campanha contra assédio sexual no Carnaval “Se liga ou eu ligo 180” para combater importunações e violências durante a folia de 2026. A iniciativa ganhou força com a adesão de 18 estados em todas as regiões do país, reforçando que assédio não tem espaço na festa.
Em ambientes lotados como blocos de rua e shows, relatos de toques indesejados, beijos forçados e comentários ofensivos são comuns. A campanha contra assédio sexual no Carnaval busca conscientizar a sociedade a denunciar essas condutas, que configuram crimes pela Lei nº 13.718/2018.
Estados participantes e ações locais
Os estados que aderiram incluem Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. Nesses locais, secretarias de políticas para mulheres instalaram tendas em pontos de grande circulação.
As estruturas exibem faixas com mensagens como “Se liga ou eu ligo 180” e distribuem folhetos, fitas, adesivos, tatuagens temporárias, pulseiras e viseiras. O material explica serviços de proteção e acolhimento, ampliando o alcance da campanha contra assédio sexual no Carnaval.
- Instalação de balões infláveis em avenidas de capitais para visibilidade.
- Envio de mensagens via celular para mulheres em Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Olinda e Maceió.
- Presença em sambódromos, com painéis, QR Codes e locuções educativas.
Canais de denúncia e legislação
A campanha orienta que qualquer ato sem consentimento é crime de importunação sexual, com pena de um a cinco anos de reclusão. Vítimas ou testemunhas devem ligar imediatamente para os canais disponíveis, garantindo resposta rápida.
O Ligue 180 opera 24 horas, gratuitamente, com opção via WhatsApp (61) 9610-0180, registrando denúncias anônimas e encaminhando à rede de proteção. Em urgências, o 190 conecta à Polícia Militar, enquanto Delegacias Especializadas (DEAMs) oferecem atendimento presencial especializado.
- Ligue 180: orientação, denúncias e encaminhamentos nacionais.
- 190: risco imediato, como agressões em andamento.
- DEAMs: boletins de ocorrência e apoio psicológico, social e jurídico.
- Organizações de blocos: acionamento de seguranças para segurança imediata.
Parcerias e impacto esperado
A campanha contra assédio sexual no Carnaval conta com apoio da Caixa Econômica Federal, que veicula mensagens em bilhetes de lotéricas nacionais. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) instala faixas em rodovias de 27 capitais, e concessionárias exibem painéis em pedágios.
Pesquisas anteriores revelam a gravidade do problema: cerca de 48% das mulheres já sofreram assédio em carnavais, com percentual maior entre jovens de 16 a 24 anos. Essa mobilização coletiva visa reduzir esses índices, promovendo um carnaval inclusivo e seguro.
O Ministério das Mulheres reforça três eixos: direito das mulheres ao espaço público, rejeição à violência na folia e responsabilidade compartilhada. Com mais de 350 profissionais no Ligue 180, a estrutura está preparada para o aumento de demandas durante o período.
Contexto e perspectivas futuras
A iniciativa se integra a outras campanhas federais, como “Sem Racismo o Carnaval Brilha Mais”, do Ministério da Igualdade Racial, e “Pule, Brinque e Cuide”, do Ministério dos Direitos Humanos, contra abuso infantil. Essa articulação fortalece a rede de proteção durante as festas.
Para o Carnaval 2026, espera-se maior conscientização e denúncias, monitoradas pelo governo. A adesão ampla demonstra compromisso estadual, podendo influenciar edições futuras com mais prevenções e punições efetivas.
Estudos indicam que 73% das mulheres temem assédio na folia, destacando a relevância da campanha contra assédio sexual no Carnaval. Ao priorizar educação e denúncia, o Brasil avança na garantia de direitos durante celebrações populares.
Com ações visuais de alto impacto, como balões e faixas em capitais, a mensagem chega a milhões. Organizações locais e foliões são convocados a vigiar, transformando o carnaval em espaço de alegria sem medo.