Golpes financeiros no carnaval 2026 preocupam foliões.
(Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)
O carnaval 2026 promete agitar o Brasil com blocos de rua, desfiles e festas privadas, mas também atrai golpistas que exploram a multidão e o consumo acelerado. Experiências como a do médico Caio Franco, que perdeu mais de R$ 16 mil após uma compra em um ambulante, mostram como distrações simples viram pesadelos financeiros.
Segundo especialistas, o aumento no volume de transações durante a folia eleva os riscos de fraudes em até 44%, conforme pesquisas recentes. O golpe da maquininha é um dos mais comuns, com trocas de cartões ou alterações de valores em meio ao agito.
Golpe da maquininha em detalhes
No golpe da maquininha, criminosos usam dispositivos adulterados para clonar dados do cartão ou trocar o plástico por um falso enquanto a vítima digita a senha. Em blocos lotados, como os de São Paulo ou Rio de Janeiro, vendedores ambulantes aproximam a máquina para pagamentos por toque, facilitando furtos rápidos.
Outro truque envolve visores tampados ou quebrados, que escondem valores inflados, ou simulações de erro para cobrar duas vezes. Felipe Paniago, do Reclame Aqui, enfatiza que esses incidentes crescem com o grande fluxo de pessoas e consumo imediato.
- Maquininhas com tela danificada ou adesivos cobrindo valores.
- Troca rápida de cartões durante o repasse.
- Cobranças múltiplas alegando falha técnica.
- Clonagem via proximidade sem senha digitada.
Riscos com PIX e QR Codes falsos
O PIX, popular por sua rapidez, vira alvo com QR Codes substituídos por adesivos falsos em barracas de drinks ou comidas. Um piscar de olhos e o dinheiro vai para conta errada, especialmente em pagamentos por aproximação sem biometria.
Para mitigar, configure limites diários baixos no app do banco e ative senhas ou reconhecimento facial para cada transação. Evite redes Wi-Fi públicas em blocos, que facilitam roubo de dados.
- Verifique o destinatário antes de confirmar o PIX.
- Desative NFC quando não usar e prefira dados móveis.
- Configure bloqueio automático no celular em 10 segundos.
- Ative autenticação em dois fatores em apps financeiros.
Ingressos e abadás falsos nas redes
Compras online de ingressos para camarotes ou Sambódromo explodem com ofertas abaixo do mercado via Instagram ou sites falsos. A jornalista Alice Gomes perdeu R$ 3 mil assim, com perfis que somem após o pagamento.
Desconfie de promoções urgentes ou pagamentos só via PIX sem garantia. Priorize plataformas oficiais como sites de organizadores ou apps de ingressos verificados, checando URLs e certificados de segurança.
O impacto vai além do prejuízo imediato: contestar compras presenciais com senha é difícil, como viu Caio Franco, que perdeu ação judicial após um ano. Em 2026, com R$ 14,48 bilhões previstos em movimentação, a prevenção é essencial para não transformar a festa em dor de cabeça.
Dicas gerais para uma folia segura
Guarde dinheiro em espécie em locais seguros e evite carregar cartões extras. Desative pagamentos por aproximação em cartões e monitore extratos em tempo real via apps bancários.
Caso caia em golpe, contate o banco imediatamente para bloqueio e contestação, registrando BO online. Bancos como os da ABBC oferecem campanhas como "Tem Cara de Golpe" com orientações extras.
- Não compartilhe senhas ou dados em multidões.
- Use carteiras com RFID bloqueador para cartões.
- Compre ingressos só em canais oficiais.
- Mantenha celular com "localizar dispositivo" ativo.
- Evite links de promoções recebidas por mensagem.
Essas medidas simples garantem que o carnaval 2026 seja só alegria. A atenção redobrada protege o bolso e permite curtir sem preocupações, sabendo que fraudes crescem, mas a prevenção funciona.
Com o fim da folia, revise contas e ative alertas para transações futuras. A festa popular mais aguardada do ano merece ser vivida plenamente, longe de ciladas financeiras comuns na temporada.