A Polícia Militar do Rio de Janeiro registrou 243 prisões e 30 apreensões de adolescentes durante o Carnaval 2026 nos primeiros dias.
(Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil)
A PM do Rio intensificou as ações de segurança durante o Carnaval 2026, resultando em 243 prisões e 30 apreensões de adolescentes entre sexta-feira (13) e domingo (15) de fevereiro. Mais de 12 mil agentes foram mobilizados em todo o estado, com foco em policiamento ostensivo e preventivo em áreas de grande concentração de público, como o circuito de megablocos no Centro da cidade.
Essas operações representam um esforço coordenado para manter a ordem pública em uma das maiores festas populares do mundo, que atrai milhões de foliões. Nos acessos aos eventos, foram apreendidos pelo menos 73 materiais perfurocortantes, prevenindo riscos de violência em meio à multidão.
No domingo (15), mais de 2.200 policiais atuaram diretamente nas ruas, recuperando 48 celulares de criminosos flagrados em furtos. A Guarda Municipal complementou as ações, conduzindo quatro pessoas à delegacia por casos como violência contra a mulher e injúria racial.
Esquema reforçado com tecnologia
O planejamento de segurança para o Carnaval 2026 incluiu o uso de 390 câmeras com reconhecimento facial, 40 torres de observação e centros integrados de comando instalados na Lapa, Copacabana e Sapucaí. Essas ferramentas permitiram monitoramento em tempo real de mais de 50 blocos de rua, que reuniram cerca de 2,5 milhões de pessoas.
Polícia à paisana, inclusive fantasiados, infiltrou-se nos eventos para prender suspeitos em flagrante, contribuindo para o número elevado de detenções. O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, destacou o planejamento minucioso necessário para uma operação de tal magnitude.
- 243 prisões em flagrante por diversos crimes, como furtos e porte ilegal de armas.
- 30 adolescentes apreendidos em ações preventivas.
- 73 materiais perfurocortantes confiscados em revistas nos acessos aos blocos.
- 48 celulares recuperados diretamente de infratores.
- Mais de 12 mil PMs mobilizados, com 26 mil agentes totais de segurança no estado.
Comparação com dias anteriores
Nos dois primeiros dias, sexta (13) e sábado (14), a PM do Rio já havia registrado mais de 140 prisões, mostrando um aumento progressivo nas ações à medida que a folia avançava. No sábado, o foco foi em disputas entre grupos rivais na Zona Norte, com equipes especializadas para reprimir bate-bolas.
Essa escalada reflete o pico de público nos megablocos do Centro, onde barreiras de revista impediram a entrada de itens perigosos. A estratégia preventiva evitou incidentes maiores, garantindo que a festa prosseguisse com maior tranquilidade.
Impacto nas ruas e para os foliões
Para os participantes do Carnaval 2026, as operações significam maior sensação de proteção em meio a aglomerações densas. A recuperação de celulares, por exemplo, devolveu bens essenciais a vítimas de furtos, muitos deles turistas estrangeiros que notificaram 85 ocorrências à Polícia Civil.
A mobilização de efetivos à paisana e o uso de drones e videomonitoramento representam evolução no policiamento de multidões, reduzindo vulnerabilidades comuns em eventos de rua. Especialistas apontam que tal visibilidade policial dissuade crimes oportunistas, como furtos em blocos lotados.
Além da PM, a Prefeitura do Rio atuou com cerca de 1.100 guardas municipais em 70 viaturas, fiscalizando trânsito e removendo irregularidades para agilizar o fluxo pós-desfiles. Essa integração entre forças visa minimizar transtornos e maximizar a segurança viária.
Perspectivas para os próximos dias
Com o Carnaval 2026 em pleno andamento, espera-se manutenção do esquema robusto até o encerramento na Quarta-feira de Cinzas. O Sambódromo Marquês de Sapucaí, Intendente Magalhães e praias como Copacabana continuarão sob vigilância intensiva, com reforço para os desfiles das escolas de samba.
Autoridades monitoram possíveis picos de público, ajustando contingentes conforme necessário. A expectativa é que as prisões continuem em ritmo elevado, consolidando a redução de crimes de rua observada em edições anteriores, como a queda de 20% em furtos e roubos reportada em carnavais passados.
Para foliões, recomenda-se atenção redobrada com pertences pessoais e adesão às orientações policiais, contribuindo para um evento sem maiores incidentes. O balanço final, divulgado após a folia, revelará o sucesso integral das medidas adotadas pela PM do Rio.