Domingo na Hungria tem 2 ouros brasileiros com Flávia e Nory.
(Imagem: CBG/Divulgação)
O Brasil encerrou a etapa da Hungria da Copa do Mundo de Ginástica Artística com seis medalhas: três ouros, duas pratas e um bronze. Cinco delas foram conquistadas neste domingo (20), em uma sequência que reuniu pódios femininos na trave e no solo e vitória masculina na barra fixa.
O resultado consolidou uma participação de alto nível para a seleção brasileira e reforçou a presença de atletas experientes em aparelhos decisivos do calendário internacional.
Dobradinha brasileira na trave
Na final da trave, Flávia Saraiva conquistou o ouro com 13,766 pontos após uma série limpa e segura. Rebeca Andrade ficou com a prata, somando 13,600, mesmo com um desequilíbrio durante a apresentação.
A dobradinha mostrou a profundidade técnica do Brasil em um aparelho de alta dificuldade, no qual pequenos erros costumam provocar grandes mudanças na classificação.
Flávia também sobe ao pódio no solo
No solo, Flávia voltou ao pódio e terminou com a medalha de prata ao marcar 13,433 pontos. A norte-americana Dulcy Caylor ficou com o ouro por uma diferença mínima de 0,033 ponto.
Lorrane Oliveira completou o pódio com o bronze e nota 12,933. Com isso, o país colocou duas ginastas entre as três melhores também nesse aparelho.
Arthur Nory fecha dia com ouro
Na última final da programação, Arthur Nory venceu a barra fixa com 14,133 pontos. O brasileiro apresentou uma série sem grandes falhas e terminou à frente dos adversários em uma prova em que execução e dificuldade precisam ser equilibradas com precisão.
O resultado reforça a importância de Nory em um aparelho no qual já construiu histórico internacional relevante e no qual a experiência pesa especialmente em finais.
Sexta medalha havia vindo no sábado
Antes das cinco conquistas de domingo, Flávia Saraiva já havia garantido ouro nas barras assimétricas no sábado. Com isso, terminou a etapa com três medalhas e foi um dos principais nomes da delegação.
O desempenho também serve de referência para a comissão técnica avaliar consistência, séries e combinações antes das próximas competições internacionais.
Resultados ajudam no ciclo olímpico
Etapas de Copa do Mundo não valem apenas pela medalha. Elas permitem que atletas testem séries diante de arbitragem internacional, identifiquem descontos recorrentes e ajustem grau de dificuldade.
Em um ciclo que caminha para Los Angeles 2028, manter competitividade em vários aparelhos aumenta as alternativas da seleção tanto em disputas individuais quanto por equipes.