Descubra como o Na Favela Drone está revolucionando o turismo nas favelas do Rio de Janeiro, com voos incríveis e qualificação local para alta temporada.
(Imagem: Na Favela Drone/Thais Dutra)
Turistas de todo o mundo estão trocando os tradicionais cartões-postais do Rio de Janeiro por experiências únicas nas favelas. Lajes e mirantes da Rocinha, Vidigal e Pavão-Pavãozinho/Cantagalo viraram cenários disputados para voos de Na Favela Drone, projeto que mistura tecnologia, cultura local e geração de renda.
O Na Favela Drone, parte da iniciativa Na Favela Turismo criada em 2018 por Renan Monteiro, capacita moradores como pilotos profissionais. Hoje, dez pilotos formados recebem visitantes para gravar vídeos impressionantes que mostram a imensidão das comunidades do alto.
Esses conteúdos viralizam nas redes sociais, especialmente entre estrangeiros, e impulsionam o interesse pelo turismo comunitário. Na alta temporada de verão 2026, o Rio projeta receber mais de 5,7 milhões de visitantes, com impacto de R$ 12,8 bilhões na economia local.
Início do projeto na Rocinha
O primeiro vídeo de drone veio das mãos de Betour, guia local da Rocinha, e rapidamente se espalhou pelo mundo. Dali em diante, o Na Favela Drone ganhou forma, com aulas iniciais no Mirante Rocinha e expansão para outras lajes.
Rogério Nascimento Feitosa, um dos pioneiros e atual coordenador, destaca a empolgação dos jovens. Ele recruta agora novos talentos de 17 a 18 anos, priorizando estudantes com bom desempenho escolar para uma turma que começa em fevereiro.
"O drone é como um videogame da vida real", compara Feitosa. Os formados ganham salários atrativos, muitas vezes superando os pais, e integram uma cadeia que beneficia guias, mototaxistas e anfitriões.
- 10 pilotos formados até agora;
- Novas vagas para pilotagem e edição de vídeos;
- Adesão alta, com 30 a 50 candidatos por turma de 10 vagas.
Retomada após incidente de 2017
O turismo nas favelas sofreu um baque em 2017, com a morte de uma turista espanhola na Rocinha durante confronto policial. Mas Renan Monteiro, à frente do Na Favela Turismo, liderou a retomada com foco no protagonismo local.
"Graças a Deus, se passaram oito anos e o turismo cresce como nunca", afirma Monteiro. O aplicativo do projeto espalha as experiências pela favela inteira, além do mirante inicial.
Os vídeos capturam a dimensão épica da Rocinha, impressionando pela escala. Turistas posam nas lajes enquanto o drone revela a vastidão, criando narrativas positivas que chegam à América Latina e além.
Impacto na economia do verão 2026
A alta temporada, de dezembro de 2025 a março de 2026, deve bater recordes com 1,2 milhão de estrangeiros e 4,5 milhões de brasileiros. O crescimento de 14% sobre 2025 reflete malha aérea ampliada e otimismo setorial.
No Na Favela Drone, a demanda explode. Os voos geram não só vídeos compartilháveis, mas empregos diretos e indiretos, fortalecendo a economia circular nas comunidades.
Renan Monteiro enfatiza: "É emprego, cena cultural valorizada e narrativa positiva mostrando o verdadeiro valor da favela". O modelo é escalável, com potencial para mais pontos turísticos no Rio.
- Projeção: 5,7 milhões de turistas no Rio;
- R$ 12,8 bilhões movimentados, alta de 18%;
- Crescimento de 12% em estrangeiros.
Qualificação e futuro promissor
Além dos pilotos, o projeto inclui editores e outros profissionais. Candidatos devem morar nas comunidades e estudar, garantindo impacto sustentável.
Parcerias como com o Sebrae já formaram centenas de guias locais em cursos de hospitalidade e marketing. Isso eleva a qualidade das experiências, atraindo mais indicações.
Com o turismo comunitário em ascensão, o Na Favela Drone prova que inovação e capacitação transformam desafios em oportunidades. No Rio de 2026, as favelas brilham como novos ícones turísticos, protagonizadas por quem as vive.
O movimento vai além do verão: é uma mudança cultural que valoriza a autenticidade. Turistas saem com perspectivas renovadas, enquanto moradores constroem futuro com as próprias mãos e drones.