Projeto sustentável elimina dependência da rede elétrica.
(Imagem: Reprodução/Xataka)
Um homem comum transformou baterias velhas de notebook em solução energética revolucionária. Há exatos 10 anos, ele vive sem conta de luz, abastecendo toda a casa com baterias de laptops reaproveitadas.
Conhecido nas redes como Glubux, o inventor começou o projeto em 2016 com uma bateria antiga de empilhadeira. Rapidamente, expandiu para colecionar unidades descartadas de notebooks, chegando a mais de 650 peças ativas.
Como funciona o sistema caseiro
Cada bateria passa por teste rigoroso. Ele desmonta, verifica células individuais e agrupa as saudáveis em módulos de 100 Ah. O galpão dedicado, a 50 metros da casa, abriga racks com cabos de cobre grossos para eficiência máxima.
Durante o dia, 24 painéis solares de 440 W carregam o banco principal de 56 kWh. À noite, inversores distribuem energia em 24 volts para luzes, geladeira e aparelhos essenciais. Nada de quedas ou interrupções.
- Desmontagem manual de mais de 1.000 baterias completas.
- Teste de capacidade em cada uma das milhares de células.
- Montagem em 16 módulos balanceados e estáveis.
- Integração com controladores MPPT para otimização solar.
A estabilidade surpreende. Zero incêndios ou falhas catastróficas em uma década de uso contínuo. Ele monitora tudo via aplicativos, ajustando cargas para longevidade máxima.
Desafios da reciclagem energética
As baterias chegam desbalanceadas, com células de idades diferentes. Algumas duram horas, outras meses. Glubux aprendeu na prática: testar tudo, isolar ruins e parear semelhantes garante harmonia no pack.
Custo? Bem abaixo de sistemas comerciais. Baterias novas de lítio custam fortunas, mas reaproveitar reduz para fração mínima. No Brasil, com energia cara e sol abundante, o modelo faz todo sentido.
Ele compartilha esquemáticos em fóruns. Comunidades copiam, adaptam. De famílias rurais a urbanos preocupados com contas, o DIY solar ganha força graças a pioneiros como ele.
Benefícios para o meio ambiente
Reciclar baterias de laptops evita aterros. Globalmente, 95% vão para o lixo, liberando metais pesados. Seu método reverte isso, criando ciclo virtuoso: lixo vira energia limpa.
A casa consome sem culpa. Painéis geram excedente, bancos armazenam para noites longas. Em regiões com racionamento, como o Brasil recente, autossuficiência vira necessidade urgente.
Especialistas elogiam viabilidade. "Prova que soluções locais superam corporativas caras", dizem engenheiros. Com incentivos fiscais para solar crescendo, mais galpões como o dele pipocam pelo país.
O segredo? Paixão por eletrônica e paciência infinita. "Comecei colecionando por curiosidade. Hoje vivo do resultado", conta. Sua história viraliza, mostrando que independência energética acessível existe.
Para quem quer tentar: comece pequeno. Um painel, poucas baterias testadas, inversor básico. Escala vem com aprendizado. No fim, liberdade da concessionária vale cada solda.
Enquanto governos debatem matrizes caras, indivíduos como Glubux mostram o caminho. Reciclagem + sol = futuro habitável. Quem será o próximo a desligar o medidor?