Defesa Civil de Registro mantém atendimento a famílias afetadas pelas enchentes.
(Imagem: Divulgação/Reprodução)
A Defesa Civil de Registro mantém uma operação de atendimento às famílias afetadas pelas enchentes provocadas pela elevação do Rio Ribeira de Iguape. O balanço mais recente aponta 70 famílias desabrigadas, totalizando 216 pessoas, além de 11 famílias desalojadas e outras 23 ainda ilhadas em áreas com acesso comprometido.
O município contabiliza 23 pontos de alagamento. Seis bairros da área urbana foram afetados: Jardim Valeri, Alay José Correa, Vila Nova, Nosso Teto, Vila São Francisco e Ribeirão de Registro. Outros 17 pontos estão em estradas e comunidades rurais.
Cinco locais recebem famílias desabrigadas
Os moradores que precisaram deixar as casas estão distribuídos em cinco pontos de acolhimento. O Ginásio Mário Covas concentra o maior número, com 30 famílias e 103 pessoas. O Centro Social Urbano recebe 11 famílias, somando 37 pessoas.
No Salão Paroquial estão 22 famílias, com 58 pessoas. O Centro POP acolhe duas famílias, totalizando quatro pessoas, enquanto o Fábio Barreto recebe outras cinco famílias, com 14 moradores.
A manutenção de vários pontos de abrigo permite dividir a demanda e aproximar parte das famílias de suas comunidades de origem, mas amplia a necessidade de logística para alimentação, higiene, limpeza e acompanhamento social.
Famílias seguem isoladas na zona rural
As 23 famílias ilhadas estão distribuídas principalmente entre Baissununga, Guaviruva/Limoeiro e Jurumirim. São nove famílias em Baissununga, oito em Guaviruva/Limoeiro e seis em Jurumirim.
A operação de ajuda humanitária utiliza embarcações em áreas onde veículos não conseguem passar. Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental e voluntários participam do transporte de alimentos, água e itens básicos para as comunidades.
Estradas têm interdições e acessos restritos
As estradas de Baissununga e Boa Vista Rio estão entre os trechos com maior volume de água e permanecem interditadas. Também foram registrados pontos de alagamento nas estradas Capinzal, Votupoca, Ilzo Tesuka, Raiazaki, Chá Ribeira, Jurumirim/Laranjal, Socal, Ribeirão Vermelho da Mota, Ribeirão de Registro, Areias, Serrinha, Lageado, Indaiatuba, Cheia Grande e Ribeirão Branco das Palmeiras.
Em alguns desses locais, o acesso só é possível com máquinas ou veículos adequados. Quedas de barreira também foram registradas na Estrada da Bulha e na Estrada do Dorival Koke, embora sem interdição total no balanço divulgado.
Chuva acumulada passou de 250 milímetros
Dados citados pela Defesa Civil municipal indicam acumulado de 250,8 milímetros de chuva em setembro até o levantamento. O Rio Ribeira de Iguape chegou a 5,49 metros na medição divulgada para quarta-feira (16).
O comportamento do rio é determinante para o retorno das famílias. Mesmo quando a chuva diminui, a água pode permanecer elevada por horas ou dias devido ao volume recebido pela bacia hidrográfica e ao deslocamento da cheia entre os municípios.
Doações continuam sendo recebidas
O município mantém pontos para recebimento de água, alimentos não perecíveis, sacos de lixo, lonas, roupas de cama e outros itens de primeira necessidade. A Defesa Civil também disponibilizou telefones específicos para atendimento às famílias atingidas.
Além da fase emergencial, a redução do nível da água inicia outro desafio: limpeza de imóveis, retirada de lama, avaliação de danos estruturais e prevenção de doenças associadas ao contato com água contaminada. Moradores devem evitar retornar a imóveis com risco estrutural ou instalações elétricas atingidas antes de avaliação segura.
A situação permanece sujeita a atualização conforme o nível do Rio Ribeira recue, acessos sejam restabelecidos e as equipes consigam chegar a todas as comunidades afetadas.